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  • Principais dicas para facilitação e dinâmicas de grupos na sala de aula

    Cada vez mais somos convidados a realizar atividades coletivas, seja no treinamento de equipe ou sala de aula. Grande parte das metodologias ativas exigem isso. Contudo, o  desafio  não é pouco. Muitas vezes, os participantes não estão preparados para trabalhar em grupo e muitos facilitadores não tem prática de promover a aprendizagem dessa forma. Assim, as atividades em grupo acabam se tornando apenas sinônimo de lúdico, mas não geram elementos para medirmos a aprendizagem. Por isso aqui vai duas dicas valiosas: World Café 1 - Para o trabalho funcionar bem é fundamental a escolha do tamanho do grupo . A literatura defende que um grupo com quatro a cinco alunos é o formato ideal, e eu já comprovei isso na prática. Com seis alunos o efeito foi diferente, ainda que também tenha sido possível realizar a atividades. Se a turma for muito grande e você trabalhar com temas, coloque vários grupos trabalhando no mesmo tema e depois faça um World Café entre eles. Por exemplo, se você tem 40 participantes e quatro temas, não faça quatro grupos de dez alunos. Coloque dois grupos de cinco alunos para cada tema e depois permita que partilhem para unificar os entendimentos de cada tema. Dinâmica quebra-gelo rápida 2- Contrato de Aprendizagem . Em um modelo de aprendizado ativo, essa prática se torna mais importante, pois o aluno precisa ser sensibilizado sobre sua responsabilidade nesse processo. É um acordo entre as partes, com a finalidade de resguardar e pactuar um conjunto de regras, direitos, funções e obrigações de ambas as partes. Você pode propor regras como: ouça seus colegas, só tire dúvidas com o professor depois de consultas todos do seu grupo e trabalhe no centro da mesa. E funções como : controlador do tempo, líder e relator, garantem o funcionamento do trabalho e a ordem dentro da equipe. Você não deve só apresentar, mas situar o aluno em seu plano de ensino, associando seu conteúdo à necessidade dos conhecimentos que o aluno precisa aprender relacionando com a vida ou com a futura profissão. #educar #metodologiasativas #starteducacao ____________________________ Compartilhe conhecimento nas suas redes sociais:

  • 10 recursos educacionais digitais para usar nas aulas online

    Se você já se pegou pensando: “Como posso tornar minhas aulas online mais interessantes e leves?”, este post é para você. Aqui você vai descobrir 10 recursos educacionais digitais — gratuitos e fáceis de usar — que vão turbinar suas aulas online  (sem complicar sua vida). Desde ferramentas que ajudam a organizar atividades e promover interação até recursos para criar quizzes, vídeos e infográficos, todas as opções foram escolhidas para : facilitar seu planejamento engajar seus alunos   t ransformar aulas remotas em experiências memoráveis Recursos educacionais digitais: por que eles personalizam as aulas online Vamos ser sinceros: ensinar no mundo digital é quase como cozinhar com muitos temperos. Se você exagera, estraga a receita; se usa bem, transforma completamente o prato. No ensino é a mesma coisa — quando sabemos usar a tecnologia e as metodologias ativas do jeito certo , o aluno deixa de ser espectador e vira protagonista de verdade (e não só no slide bonito do plano de aula). A personalização entra justamente aí: quando cada estudante consegue aprender no próprio ritmo, do próprio jeito e com propósito , o engajamento sobe, a participação melhora e — veja só — o professor respira melhor no final do dia. Não é mágica: é estratégia. E integrar tudo isso ao currículo não significa reinventar a roda, e sim fazer ajustes conscientes. É como reorganizar um armário: você já tem as peças, mas agora vai colocar cada uma onde realmente faz sentido. Exemplos de recursos educacionais digitais Aqui estão os recursos que realmente fazem diferença no ensino remoto — aqueles que deixam a aula mais viva, os alunos mais engajados e você mais tranquilo na hora de planejar. Vídeos educativos Animações e simulações Recursos de áudio (podcast e gravações) Infográficos interativos para reforçar conteúdos visuais Mapa Mental online  Fórum e murais colaborativos Gamificação (quizzes, missões e desafios) Lives e videoconferência E-book & Documentos Colaborativos Planejador de aula online Vídeos educativos Vídeo educativo é aquele recurso que, quando bem usado, salva qualquer aula. Ele explica conceitos, aproxima o professor dos alunos e ainda dá aquela força quando o conteúdo é complexo demais para ficar só no slide. Com tantos vídeos educacionais disponíveis, como criar produções que realmente engajam os alunos e elevam a qualidade da sua aula online? Hoje, você não precisa de um estúdio cinematográfico — se tiver um celular (ou um notebook) e disposição, já está pronto para começar. E sim… dá para gravar aulas incríveis no TikTok também.  Inclusive, seus alunos provavelmente já estão lá, então por que não encontrar a turma onde ela realmente vive? Para conteúdos rápidos, curiosidades da disciplina, explicações simples ou microaulas, o TikTok funciona absurdamente bem. Quando você precisa explicar algo mais longo ou mostrar uma apresentação, o Screencastify é seu parceiro ideal. Como usar vídeos educativos nas aulas? Apresente um tema com um vídeo curto e finalize com uma pergunta-guia para estimular reflexão Ferramentas úteis:   Tik Tok , YouTube , Screencastify , Khan Academy , Vimeo . Se você curtiu essas ideias e quer aprofundar no assunto... ✨ Clique aqui e continue estudando sobre como criar vídeos educativos que realmente engajam seus alunos. Animações e simulações Alguns conceitos simplesmente ganham vida quando são animados. Em áreas como ciências, física e biologia, uma boa simulação vale mais que mil explicações teóricas. Como usar animações e simulações nas aulas? simule fenômenos visualize processos invisíveis a olho nu teste cenários Ferramentas úteis:   PhET , BioDigital , Desmos . As simulações são gratuitas? Sim, as Simulações são totalmente gratuitas para estudantes e educadores no Brasil e no mundo. PhET tem simulações para ciências, física, química e matemática. Print da tela com a simulação em JAVA de um Espectro de Corpo Negro, vulgo Arco Íris, para usar na aula de Química e Espaço. Fonte: PhET A BioDigital facilita a visualização do corpo humano em 3D interativo. Print da tela com a simulação de um coração para usar nas aulas de anatomia, patologia e clínica. Fonte: BioDigital Recursos de áudio (podcast e gravações)   Áudio pode ser um recurso educacional digital perfeito para ajudar o aluno a revisar conteúdo enquanto faz outra atividade — e ainda cria sensação de proximidade com o professor. O podcast é um arquivo de áudio digital e está se tornando uma tecnologia queridinha na Educação, pois resgata a oralidade  e inspira a criatividade . O conceito tem como objetivo produzir conteúdos próprios e colocá-los na Internet, onde ficam disponíveis para ouvir de forma gratuita. Como usar recursos de áudio nas aulas?  enviar mini explicações  sobre conceitos difíceis gravar resumos semanais  para orientar o estudo da turma ler um trecho de texto em voz alta para alunos com dificuldade mandar dicas rápidas  antes de uma prova criar “pílulas sonoras” com reflexões, curiosidades ou estudos dirigidos incentivar os estudantes a gravarem diários de notícia  ou relatos de aprendizagem  (ótimo para desenvolver autoria) Ferramentas úteis:   Spotify Podcasters (antigo Anchor), Soundtrap , WhatsApp (sim, vale!), Podbean . Para cursos de línguas, o áudio é praticamente ouro puro: treina escuta, pronúncia e fluência sem esforço. Eu uso o aplicativo Spotify Podcasters   para criar e gravar podcast e utilizo sua plataforma para hospedar todos os meus episódios. Mas não se prenda ao que é “sofisticado”: um simples áudio no WhatsApp também é um recurso didático poderoso.  O que importa não é a produção hollywoodiana, mas a clareza da explicação e o propósito pedagógico. Sabe aquele trabalho em áudio que seus alunos criam com todo carinho… e que às vezes só você escuta? Pois é — no Podbean isso muda! A ferramenta é gratuita e permite que a turma publique seus áudios , acompanhe os projetos dos colegas, comente, compartilhe e até descubra produções de outras pessoas em categorias como educação, artes, jogos, ciência  e muito mais. Assim todos podem ter acesso ao conteúdo produzido onde eles estiverem, de forma gratuita. Infográficos interativos para reforçar conteúdos visuais Sabe aquele conteúdo tão complicado que o aluno lê, relê… e nada acontece? Pois é. Esse recurso educacional digital entra em cena como aquele amigo organizado que chega, abre a mochila e fala: “Calma, deixa eu te mostrar assim que fica fácil.”   Ele transforma informação densa em mapinhas visuais , comparações claras , linhas do tempo , fluxos explicadinhos  — tudo organizado, bonito e fácil de lembrar. Como usar infográficos nas aulas? Mostre processos passo a passo compare ideias peça para a turma montar o famoso “resumão da matéria” no formato visual Ferramentas úteis: Canva , Genially e Venngage .     É visual, divertido e transforma qualquer aula em “ahhhh, agora entendi!”. Mapa mental Sabe quando o conteúdo parece uma bola de fios toda embolada? O mapa mental é o desembaraçador oficial . Ele mostra as ideias de forma visual, clara e cheia de conexões, como se você estivesse dizendo para o cérebro: “calma, tá tudo ligado, olha aqui.” Como usar mapa mental nas aulas? peça para cada aluno montar seu próprio mapa (ótimo para revisar conteúdo) crie um grandão coletivo na aula serve para brainstorm, planejamento, estudos e até para entender aquela matéria que parecia um labirinto Ferramentas úteis:   MindMeister , Miro , XMind , GoConqr , Coggle . Esses recursos educacionais digitais deixam tudo fácil: criar, arrastar, soltar imagens, colaborar em tempo real e compartilhar com a turma. É literalmente: abriu o navegador → criou o mapa → organizou a vida acadêmica. Fóruns e murais colaborativos Sabe quando a aula termina, mas as ideias continuam pipocando na cabeça dos alunos? Os fóruns e murais colaborativos são o espaço perfeito para essas conversas continuarem — sem pressa, sem horário de saída e com muito mais participação. Fóruns são isso: conhecimento coletivo acontecendo, uma contribuição de cada vez. Como usar fóruns e murais colaborativos nas aulas? abrir discussões assíncronas para que todos participem no próprio ritmo; coletar dúvidas e transformar o mural em um “FAQ vivo” da turma; lançar desafios simples para estimular trocas entre os alunos; convidar a turma a complementar o conteúdo com links, imagens ou exemplos reais; incentivar comentários que realmente acrescentem ao aprendizado coletivo. Ferramentas úteis:   Padlet , Miro e FigJam . O Padlet , por exemplo, é tipo o “mural da escola”, só que vitaminado: aceita texto, áudio, vídeo, imagens e ainda permite personalizar o visual do jeito que você quiser. E o melhor? Os alunos podem participar sem nem criar conta — perfeito para quem sempre esquece a senha de tudo. E aqui vai o pulo do gato: Miro e FigJam , além de servirem como lousas digitais e espaços criativos, funcionam super bem como murais colaborativos. Eles permitem que a turma trabalhe ao mesmo tempo em um quadro infinito (literalmente), colete ideias com sticky notes, organize informações, insira imagens, vídeos, links e até fluxogramas. A sensação é de uma parede enorme onde todo mundo cola suas ideias, só que sem precisar de fita dupla face. Esses recursos educacionais digitais deixam o aprendizado muito mais colaborativo e visual — cada estudante posta uma ideia, comenta a do colega, reorganiza blocos, acrescenta uma referência… e quando você percebe, a turma inteira construiu algo em conjunto. Gamificação (quizzes, missões e desafios) Se tem algo que acelera o coração de qualquer aluno, é transformar o “conteúdo obrigatório” em desafio, missão ou competição saudável . A gamificação faz exatamente isso: aumenta o foco, o engajamento e ainda deixa a aula com aquele clima de “ufa, finalmente algo divertido!”. Como usar gamificação nas aulas? criar quizzes rapidinhos para revisar conteúdos lançar desafios semanais com pequenas recompensas (nem que seja o meme do “Aluno da Semana”) propor minicompetições que estimulem colaboração, não ansiedade usar feedback instantâneo para ajustar o ensino sem drama Ferramentas úteis:   Kahoot , Wayground (ex-Quizizz), Socrative , Quizalize , Wordwall , Mentimeter e Genially . A maioria dessas plataformas funciona no esquema “freemium”: tem versão paga, sim, mas também oferece versão gratuita com recursos básicos  (perfeita para começar sem pesar no bolso). O melhor de tudo é que essas plataformas não são só “joguinhos bonitos”. Elas ajudam você a identificar onde a turma está mandando bem e onde precisa de reforço. 💡 Pausa estratégica:  antes de continuar a leitura… 👉 Que tal testar na prática e brincar com um quiz rápido que selecionei para você? Clique aqui e faça uma pausa com joguinho! (Volta depois — prometo que o texto continua bom.) Lives e videoconferência A aula ao vivo é aquele momento em que todo mundo se vê, troca ideias, faz perguntas… e tenta fingir que a câmera travada não é desculpa pra comer um biscoito escondido. É aqui que você cria conexão real com a turma — mesmo a vários quilômetros de distância. Como interagir em aula live? combine explicações curtas  com atividades em pequenos grupos  (alô, breakout rooms ) peça que os alunos compartilhem telas, hipóteses, rascunhos use enquetes rápidas para checar se a turma está entendendo… ou só sobrevivendo use o chat! Peça para os alunos responderem as perguntas registrando no chat reserve os minutos finais para dúvidas — a sessão “pode perguntar sem vergonha” Ferramentas úteis : Zoom , Google Meet , Microsoft Teams . Ferramentas não óbvias (e muito úteis): Whereby  - não precisa baixar nada, entra com um link e pronto. Parece magia. Jitsi Meet  - gratuito, de código aberto e sem limites absurdos. Um queridinho de quem gosta de simplicidade. Livestorm  - ótimo para apresentações mais formais, com analytics e interações modernas. StreamYard - quer lives com aquele acabamento de transmissão profissional? Ele entrega! Meet Butte r - Uma alternativa moderna ao Zoom/Meet, criada para facilitação, aulas dinâmicas e workshops. Gather Town  - plataforma de reuniões e eventos online onde as pessoas interagem em um ambiente virtual gamificado, parecido com um jogo 2D. Importante:   a maioria dessas plataformas segue o modelo “freemium”. Ou seja, têm versões gratuitas, sim — mas com recursos limitados, como tempo de reunião, número de participantes ou gravações reduzidas. Ainda assim, dá para começar muito bem sem pagar nada. Espaço de trabalho virtual 2D. Usando avatar convide colegas para uma reunião. Fonte: Gather Town Por que testar novas plataformas? Porque cada uma oferece ferramentas diferentes — e isso pode deixar sua aula mais dinâmica, mais organizada e (por que não?) mais divertida. Fora que descobrir uma plataforma nova rende aquele ar de “professor high-tech” que os alunos adoram. E-book & Documentos Colaborativos: quando a turma escreve junto (e vira livro!) Sabe aquela velha atividade em grupo que sempre terminava com “fulano faz tudo e o resto revisa”? Pois é… agora ela ganhou um upgrade. Com documentos colaborativos, todo mundo pode editar ao mesmo tempo , sem precisar disputar espaço no mesmo arquivo como se fosse cadeira musical digital. E a parte mais legal? O que começa como um simples docs coletivo pode virar um e-book prontinho para publicar . Sim, sua turma pode escrever um material juntos  e, no final, transformar tudo em um livro digital cheio de identidade própria. Como usar documentos colaborativos nas aulas? Crie um documento colaborativo  para brainstorming, resumos ou trabalhos coletivos Peça para a turma fazer revisão entre pares  — eles aprendem mais quando explicam para os colegas Transforme o conteúdo final em um e-book  para compartilhar com a sala (ou com o mundo!) Ou simplesmente produza você mesmo seu material didático personalizado  para enviar aos alunos em formato digital Ferramentas úteis: Google Docs e Notion . E-books são basicamente livros… só que sem peso, sem fila na gráfica e sem drama de “acabou a última cópia”. Você escreve → exporta → compartilha. Simples assim. Passo a passo de um bom e-book Capa:  bonita, clara e com personalidade. Introdução:  quem é você e o que o leitor vai ganhar com isso. Problema:  qual dor essa leitura resolve. Métodos e soluções:  a parte prática que realmente transforma. Despedida:  fechamento simpático e inspirador. Contato:  como continuar aprendendo com você. Plataformas para criar: Simplebooklet  (tem versão gratuita!) ou Canva Docs , o queridinho do design rápido. Planejador de aula online Se existe um recurso que salva horas de planejamento (e alguns fios de cabelo também), é o planejador de aulas online . Ferramentas como o Planboard  funcionam como aquele assistente organizado que todo professor sonha em ter: você joga suas ideias ali e ele transforma tudo em um plano claro, visual e fácil de acessar de qualquer lugar — até da fila do café ou no intervalo entre uma aula e outra. Com um editor super intuitivo, dá para criar lições, adicionar anexos, vídeos, imagens e até montar modelos prontos  para repetir nos próximos semestres. O melhor? Você não precisa reinventar a roda. Reutilize a estrutura, melhore o que fez antes e siga a vida com aquela sensação deliciosa de “nossa, isso ficou muito mais simples do que eu imaginava”. E sim: a maioria das funções do Planboard é gratuita para professores individuais , o que ajuda muito quando queremos organizar a casa sem esvaziar o bolso. Se você quer ir além  do básico e construir planos de ensino e aulas profissionais, completos e prontos para uso , fiz algo especialmente para você: ➡️ Meu curso ensina a montar um Plano de Ensino e um planejamento de aulas usando uma planilha editável, intuitiva e feita para economizar tempo. Com poucos cliques, você cria um planejamento organizado, claro e alinhado às metodologias ativas — sem travar, sem fichas soltas e sem sofrer. Clique aqui e comece a transformar seu planejamento ainda hoje. Ufa! Foram 10 minutos de leitura e estudo… Se você chegou até aqui, eu preciso te dizer: que alegria enorme! Já que estamos oficialmente íntimos depois dessa jornada longa, prazer, eu sou Isadora Souza  — e fico muito feliz de ver educadores comprometidos com inovação, melhoria contínua e um ensino mais leve e humano. Obrigada por dedicar esse tempo ao seu desenvolvimento profissional. Continue explorando, testando e aprimorando. E se quiser dar o próximo passo rumo a um planejamento mais leve, mais moderno e mais estratégico, estou aqui para caminhar com você. Compartilhe conhecimento nas suas redes sociais clicando nos ícones abaixo:

  • Videoaulas na educação: como gravar vídeos incríveis usando só celular ou o notebook

    Vídeo é aquele recurso que, quando bem usado, salva qualquer aula . Ele explica conceitos difíceis, aproxima o professor dos alunos e ainda dá aquela ajuda extra quando o conteúdo simplesmente se recusa a caber em um slide . A boa notícia? Você não precisa de estúdio, câmera profissional ou microfone de podcast famoso . Se você tem um celular ou um notebook , já está mais do que pronto para começar. E sim… dá até para gravar videoaulas no TikTok . Aliás, seus alunos provavelmente já estão lá. Então por que não ensinar onde eles realmente vivem? Como gravar videoaulas pelo celular (sim, até usando o TikTok) Se a ideia é explicar conceitos rápidos, tirar dúvidas pontuais ou criar microconteúdos, o celular dá conta do recado — e muito bem. O TikTok, por exemplo, funciona absurdamente bem para microlearning : pequenas pílulas de conteúdo que o aluno pode rever quantas vezes quiser. Por que vídeos curtos funcionam tão bem na educação? A edição é fácil (corte, texto, música e legendas no próprio app). O formato curto mantém a atenção. O aluno consome o conteúdo sem sentir que está “assistindo aula”. Ótimo para revisar, introduzir temas ou provocar curiosidade. Dica de ouro:  vídeo curto não substitui a aula — ele prepara, reforça ou complementa. Dicas rápidas para gravar pelo celular (sem sofrimento) Use a luz a seu favor:  fique de frente para uma janela ou luminária Altura dos olhos:  nada de câmera apontada de baixo (adeus, ângulo “nariz gigante”) Fale com clareza e energia:  vídeos curtos pedem objetividade Use legendas:  aumentam a retenção e ajudam na acessibilidade Prefira fundos simples:  o foco é a explicação, não o cenário Você pode gravar direto pelo TikTok ou usar o app da câmera e editar depois no CapCut  — oficialmente o melhor amigo do professor que grava aulas . O CapCut  é um aplicativo gratuito de edição de vídeo, muito usado no celular (e também no computador), que permite editar vídeos de forma simples e rápida , mesmo sem experiência. Gravando vídeos pelo notebook (webcam + tela compartilhada) Agora, se a ideia é explicar algo com mais profundidade, mostrar slides, resolver exercícios ou navegar por plataformas, o notebook é o caminho. Nesse caso, o Screencastify  é um grande aliado. O Screencastify  é uma ferramenta que permite gravar a tela do computador . Ele funciona direto no navegador Chrome e permite: gravar sua tela e sua webcam ao mesmo tempo explicar passo a passo um conteúdo criar tutoriais, resoluções comentadas e guias visuais Tudo isso sem exigir conhecimento técnico. É abrir, gravar e pronto. Quando usar esse formato? explanações curtas e objetivas videoaulas assíncronas resolução comentada de exercícios tutoriais de plataformas ou processos Se seus alunos sempre pedem “professor, pode explicar de novo?”, esse tipo de vídeo resolve metade do problema.  Como usar videoaulas na educação de forma simples e eficaz Independentemente da ferramenta, siga essa mini estrutura poderosa : Explique rapidamente o tema Mostre um exemplo real Deixe uma pergunta para reflexão Convide o aluno a fazer algo (responder, testar, observar, revisar) Parece simples — e é. Mas essa estrutura aumenta engajamento, aprendizagem e sua confiança diante da câmera . Vídeo não é só conteúdo. É convite à ação. Ferramentas úteis para professores que usam vídeo TikTok  (microaulas rápidas e engajadoras) CapCut  (edição simples no celular) Screencastify  (vídeo + tela no notebook) YouTube  (hospedagem e playlists organizadas) Khan Academy  (referência de vídeos educacionais) EdPuzzle  (vídeos interativos com perguntas dentro da aula) E agora, o próximo passo? Se você chegou até aqui, já deu para perceber que usar videoaulas na educação  não é sobre dominar tecnologia, mas sobre ensinar melhor  usando recursos digitais a favor da aprendizagem. Eu sou a Isadora , professora e criadora da Start Educação , e trabalho ajudando professores a utilizarem tecnologia educacional e recursos educacionais  de forma prática, consciente e com intenção pedagógica — sem modismos e sem complicação. Vídeos educativos são apenas um dos recursos educacionais possíveis . O próximo passo é entender como escolher, combinar e aplicar diferentes recursos educacionais em sala de aula , de acordo com seus objetivos de ensino. 👉 No próximo artigo, você vai aprender como escolher recursos educacionais de forma estratégica para planejar aulas mais engajadoras e eficientes. 10 recursos digitais para usar nas aulas online

  • O que são metodologias ativas: guia rápido

    Muitos professores querem aplicar metodologias ativas, mas não sabem por onde começar... e tudo parece complicado demais. Neste guia rápido, você vai descobrir o que realmente importa para começar hoje, sem precisar mudar toda a sua aula. A aprendizagem ativa é, basicamente, quando o aluno deixa de ser “plateia” e passa a entrar no jogo. Em vez de só ouvir o professor falar (e tentar lutar contra o sono depois do almoço), ele participa de discussões, resolve problemas, analisa casos reais, faz dramatizações e se envolve em atividades que o tiram do modo assistindo aula  e colocam no modo fazendo a aula acontecer . Sim, isso dá mais responsabilidade para o aluno, afinal, ninguém aprende só ouvindo, mas o professor continua sendo peça-chave: é quem guia, provoca, direciona e mantém o clima de aprendizagem em movimento. O legal é que a aprendizagem ativa é super flexível: pode durar cinco minutinhos no começo da aula, ocupar um período inteiro ou se espalhar por várias sessões, dependendo do objetivo. O importante é que ela mantém o aluno participando de verdade, e não apenas olhando o relógio esperando o sinal tocar. Por que metodologias ativas importam (e muito)? Você pode até estar pensando: “Tá bom, metodologias ativas parecem legais… mas será que funcionam de verdade ou é só moda pedagógica?” Boa notícia: funcionam sim — e a ciência assina embaixo. Um dos estudos mais famosos sobre o tema foi conduzido por pesquisadores de universidades americanas e publicado com o título pomposo (e muito convincente): “ Active learning increases student performance in science, engineering, and mathematics. ” E o que eles descobriram? Depois de analisar 225 turmas  das áreas de ciências, engenharia e matemática, os autores chegaram a um resultado que qualquer professor ama ouvir: alunos que aprendem por metodologias ativas têm desempenho significativamente melhor do que aqueles que ficam só ouvindo aula “modo palestra”. Em outras palavras: quando o aluno participa, pensa, discute e resolve problemas, ele aprende mais. Muito mais. E tem mais uma curiosidade que vai alegrar especialmente quem dá aula em cursos de exatas: as metodologias ativas funcionam ainda melhor em turmas pequenas — até 50 alunos. Ou seja, se você trabalha em faculdades que dividem a sala em grupos menores… parabéns, você está sentado em cima de uma mina de ouro pedagógica. Tudo isso para dizer: se você quer ser um professor excelente, relevante e atualizado com o que a ciência da educação recomenda… aprender metodologias ativas não é opcional. É praticamente equipamento obrigatório . Como funciona metodologias ativas na prática Em uma aula típica do dia a dia, nossos alunos se sentam em pequenos grupos para promover discussões e trocas de aprendizado. Abaixo, listamos exemplos de práticas pedagógicas dentro da perspectiva trazida pelas Metodologias Ativas aplicadas em nossas aulas: Think–Pair–Share (Pense, Faça Par com Alguém e Compartilhe): primeiro o aluno pensa sozinho, depois conversa em dupla e, por fim, divide suas ideias com o grupo. Debate em aula:  os alunos investigam um tema, trocam argumentos e depois apresentam suas conclusões de forma estruturada. Estudo Individual : ainda na sala de aula, tempo individual para leitura, pesquisa ou resolução de problemas. O professor orienta o aluno a explorar e exercitar o que aprendeu. Como aplicar na prática (com exemplo real de sala de aula) Pronto para sair da teoria? Siga o passo a passo abaixo e teste já na sua próxima aula. Think–Pair–Share (Pense, Faça Par com Alguém e Compartilhe): 1. PENSE Os alunos param e refletem individualmente sobre a pergunta proposta. É o momento de ativar o cérebro sem pressão, sem julgamento e sem aquele colega que sempre responde antes de todo mundo. 2. PARES Em seguida, cada aluno faz dupla com alguém para trocar ideias. Aqui, eles testam seu raciocínio em voz alta, ouvem outras perspectivas e começam a organizar melhor seus argumentos. 3. COMPARTILHE Por fim, as duplas apresentam suas conclusões ao grupo maior. Com o apoio do parceiro, até os alunos mais tímidos sentem-se confortáveis para contribuir — afinal, ninguém está “sozinho no palco”. Imagine que você está trabalhando o tema fake news  em uma turma do 8º ano. Você lança a pergunta: “Como podemos identificar se uma notícia é confiável?” Pense (1–2 min):  cada aluno anota, individualmente, quais sinais usa para reconhecer uma notícia falsa. Pares (3–4 min):  em duplas, eles comparam suas respostas, identificam critérios em comum e descobrem novas formas de verificar a informação. Compartilhe (5 min):  cada dupla apresenta ao grupo um “checklist” de sinais que consideram essenciais. O resultado? Uma lista coletiva, mais completa e bem fundamentada, construída pela turma. Notas importantes Evite perguntas muito simples, do tipo “qual é a capital de…?”. Think–pair–share brilha mesmo quando a questão exige reflexão, argumentação e um pouquinho de esforço mental. O processo em três etapas traz duas grandes vantagens: aumenta a segurança do aluno ao falar em público, porque ele tem um parceiro ao lado; melhora a qualidade das respostas, já que pensar → discutir → sintetizar é praticamente um filtro natural de boas ideias. Debate em Aula (quando a turma vira bancada de especialistas) 1. PESQUISE Os alunos exploram o tema previamente definido pelo professor. É a fase de entender o problema, levantar dados, comparar abordagens e descobrir que, sim, às vezes a matemática também tem “fofocas conceituais”. 2. DISCUTA Em pequenos grupos, os alunos confrontam suas ideias: o que faz sentido? O que não fecha? Que dúvidas surgiram? Aqui, o objetivo é afiar o pensamento crítico — e treinar o raro talento de discordar sem  tretar. 3. APRESENTE Por fim, os grupos organizam seus argumentos e compartilham suas conclusões com a turma. É o momento de transformar pesquisa + debate em algo claro, coerente e convincente (e de mostrar que ninguém fugiu da conta difícil). Imagine que você quer trabalhar o conceito de taxas relacionadas com uma turma de cálculo de Engenharia . Em vez de começar com uma lista de exercícios, você lança o desafio: “Em que situações reais duas grandezas variam juntas — e por que isso importa na engenharia?” Pesquise (pré-aula ou primeiros minutos):  cada grupo investiga um caso real, por exemplo: velocidade de escoamento de fluido, dilatação térmica de materiais ou variação do nível d’água em reservatórios. Eles buscam dados, tentam montar o modelo matemático e identificam onde aparecem as tais taxas relacionadas. Discuta (10–15 min):  os grupos comparam interpretações, tentam validar as fórmulas, ajustam sua argumentação e formulam as dúvidas mais cabeludas para trazer ao debate. Apresente (5–7 min por grupo):  cada equipe explica seu caso, mostra como as taxas se relacionam e defende por que aquele modelo faz sentido. A turma comenta, questiona, ajusta… e o conceito, que parecia abstrato, ganha rosto, nome e CPF. Notas importantes O debate não é sobre “vencer”, mas sobre aprender a justificar escolhas e enxergar o raciocínio por trás de cada solução. Funciona ainda melhor quando o professor provoca com perguntas abertas do tipo: “E se a variável mudasse? O modelo ainda se sustenta?” Excelente para conteúdos que exigem interpretação de problemas, modelagem e argumentação técnica. Estudo Individual (o momento em que o aluno dirige o próprio processo de aprender) 1. LEIA O aluno tem um tempo individual para mergulhar no conteúdo — seja um artigo científico, um capítulo de livro ou um protocolo clínico. É a fase de “absorver”: entender conceitos, marcar dúvidas e perceber o que faz (ou não) sentido. 2. PESQUISE Depois, ele investiga mais a fundo o tema: busca definições, revisa estudos, compara abordagens e amplia o repertório. Aqui nasce o verdadeiro aprendizado ativo: o aluno começa a fazer conexões que a aula expositiva, sozinha, não daria tempo de construir. 3. RESOLVA Por fim, ele coloca a mão na massa: resolve problemas, analisa casos e aplica o conhecimento. É o momento de testar se o que ele leu e pesquisou realmente “realmente se sustenta” no mundo real — sem valer nota, sem pressão, mas com responsabilidade. Imagine que você está trabalhando o tema interpretação de exames laboratoriais  em um curso de Enfermagem ou Medicina. Você lança o desafio ainda na sala de aula: “Dado um paciente com suspeita de infecção, quais exames laboratoriais você analisaria e como interpretaria os primeiros resultados?” Leia (10–15 min):  cada aluno analisa individualmente um material previamente indicado: um protocolo de manejo de infecções, um artigo introdutório sobre biomarcadores (como PCR e leucócitos) e um resumo sobre valores de referência. Ele destaca dúvidas e anota pontos-chave. Pesquise (10 min):  com base no caso clínico entregue, o aluno busca informações complementares: o que significa PCR elevado? Em que situações a leucocitose aparece? Como diferenciar inflamação de infecção? Ele organiza respostas rápidas e objetivas. Resolva (10–15 min):  o aluno interpreta um conjunto de exames do paciente fictício, registra sua hipótese e descreve quais exames adicionais pediria. No final, entrega ao professor um mini-relatório ou discute em dupla/trio. Resultado? O aluno aprende a ler exames com mais autonomia, percebe suas lacunas e chega à aula seguinte com perguntas muito mais ricas (e com menos medo daquele hemograma misterioso). Notas importantes O estudo independente não significa “cada um por si”. O professor continua sendo o guia: dá direcionamento, propõe materiais confiáveis e ajuda o aluno a não se perder no Google ou no ChatGPT. Funciona especialmente bem em temas que exigem interpretação, tomada de decisão e aprofundamento progressivo. Conclusão: seu próximo passo começa agora Se você chegou até aqui, já percebeu uma coisa importante: metodologias ativas não são “tendência do momento”. Elas são o caminho para formar alunos mais autônomos, interessados e preparados para um mundo que muda mais rápido do que a gente consegue atualizar o slide. E como todo bom professor (ou gestor!) sabe: aprender sobre isso não é um luxo — é uma necessidade profissional. E a boa notícia é que você não precisa fazer essa jornada sozinho. 1. Baixe o e-book gratuito e comece a se aprofundar Preparei um material bem prático, direto ao ponto e cheio de exemplos reais para você continuar estudando sobre Metodologias Ativas. Ebook gratuito com 10 metodologias ativas para aplicar hoje? Baixe aqui (É só clicar. Prometo que não tem fórmula mágica — só conteúdo útil de verdade.) 2. Invista em formação — sua ou da sua equipe Se você é professor, chegou a hora de fortalecer sua bagagem de metodologias ativas. Se você é gestor, invista no seu corpo docente: professores capacitados = aulas melhores = alunos mais engajados = instituição mais forte. Simples assim. E claro… quando quiser dar o próximo passo, existe o meu curso completo — feito exatamente para quem quer dominar metodologias ativas com segurança, eficiência e resultados reais. 3. Tenha bons recursos tecnológicos ao seu lado Isso faz toda a diferença. Plataformas organizadas, atividades bem estruturadas, ferramentas digitais funcionando… tudo isso ajuda (e muito!) a transformar uma metodologia em uma aula memorável. 4. Cultive um bom relacionamento entre professores e alunos Pode parecer clichê, mas não é: metodologia nenhuma funciona se a relação pedagógica não for humana, respeitosa e colaborativa. Confiança abre portas — inclusive as da aprendizagem ativa. 5. Use a tecnologia (especialmente a IA generativa) como aliada Ferramentas de IA podem ajudar você a planejar aulas, criar atividades, dar feedback, personalizar trilhas e até testar ideias novas. Elas não substituem o professor — mas multiplicam o seu impacto. 6. E, se quiser apoio personalizado, você pode contar comigo Eu trabalho com assessoria para instituições e professores que querem implementar metodologias ativas de forma estruturada e com resultados visíveis. Se fizer sentido para você, é só me chamar. Obrigada por chegar até o fim dessa leitura. Eu sou a Isadora Souza , da Start Educação — e estou aqui para ajudar você (e sua equipe) a transformar a sala de aula em um espaço de aprendizagem mais viva, mais ativa e muito mais significativa. Nos vemos no próximo passo? Baixar e-book gratuito Conhecer meus programas de formação

  • MOOC gratuitos de educação e aprendizagem

    MOOCs da categoria educação e aprendizagem Esta é uma lista de MOOCs gratuitos sobre educação e aprendizagem. Todos esses MOOCs permitem que uma pessoa aprenda de graça. Todos os cursos listados estão relacionados à educação e podem ajudar uma pessoa motivada a obter conhecimentos importantes para uma melhorar conhecimento e habilidades sobre didática, gestão educacional e comunicação. Um MOOC é um curso on-line aberto massivo. Cada MOOC é um curso online voltado para participação ilimitada e acesso aberto via web. Além dos materiais tradicionais do curso, como palestras filmadas, leituras e conjuntos de problemas, muitos MOOCs fornecem fóruns de usuários interativos para apoiar as interações da comunidade entre alunos, professores e assistentes de ensino. ( Página MOOCs da Wikipédia ) A lista contém apenas cursos online que não exigem nenhum pagamento dos alunos para fazer o curso. Alguns dos certificados exigem pagamento, mas todos os listados aqui serão, no mínimo, gratuitos para os alunos se inscreverem e concluírem. Todos os MOOCs listados estarão relacionados a aprendizagem, metodologias ativas, comunicação, criatividade, neurociência na educação e ciências cognitivas. #educaçãoaberta #educação #ead #activelearning #tecnologiaeducacional MOOCs de educação disponíveis para serem realizados agora ou no futuro Curadoria da autora (para você ; ) Segue uma lista caprichada para você aproveitar o que há de mais criativo e inovador na área da educação dentre os cursos MOOCs: Líderes de Aprendizagem - Harvard University Pensamento Criativo - Pontificia Universidad Javeriana da Colombia Storytelling para mudança social - University of Michigan O que funciona na educação: políticas de educação baseadas em evidências - Inter-American Development Bank (BID) Introdução às tecnologias para educação - Universitat Politècnica de València, Espanha Planejamento didático por competências - Universidad Anáhuac, México Métodos de pesquisa qualitativa: codificação e análise de dados - Massachusetts Institute of Technology (MIT) Design Thinking para Liderar e Aprender - Massachusetts Institute of Technology (MIT) Usando e-mail para network em inglês - University of Washington Introdução à Educação Aberta - University of Texas Arlington Sinapses, Neurônios e Cérebros - Hebrew University of Jerusalem Conversas eficazes em sal de aula - Stanford University Tornar o pensamento visível: usando a avaliação formativa para transformar o ensino e a aprendizagem - Stanford University Excelência em Ensino Online - Johns Hopkins University Fundamentos do Ensino para a Aprendizagem: Planejando o Ensino e a Aprendizagem - Commonwealth Education Trust Envolvendo os alunos por meio da Aprendizagem Cooperativa - Stanford University Aqui estão alguns sites que oferecem MOOCs gratuitos cobrindo vários tópicos: Khan Academy Coursera EdX Udacity Future Learn Udemy Stanford on-line Adicione um MOOC relacionado à educação e aprendizagem a esta lista Se você conhece um MOOC relacionado à educação e aprendizagem que é gratuito para os alunos, informe-nos enviando um e-mail para [ contato.starteducacao@gmail.com ] Sobre a edX (sim... tenho a minha preferida!) Em 2012, enquanto a Internet possibilitava inovação em escala em uma vasta gama de setores, o ensino superior alcançava apenas uma pequena fração das mentes curiosas do mundo. Uma tarde, em um laboratório do MIT, o professor Anant Agarwal e seus colegas do MIT e de Harvard esboçaram um experimento de longo alcance: uma plataforma que ofereceria seus cursos online, gratuito , com REA a qualquer pessoa à altura do desafio. Três compromissos com o mundo têm fundamentado o edX desde o primeiro dia: Aumentar o acesso à educação de alta qualidade para todos, em qualquer lugar; Aprimorar o ensino e a aprendizagem no presencial e online; Ensino e aprendizagem avançadas por meio da pesquisa. A Educação Aberta defende que todos os indivíduos têm o potencial de criar mudanças, seja em sua vida, em sua comunidade ou no mundo. O poder transformador da educação é o que desbloqueia esse potencial. No entanto, o acesso à educação de alta qualidade tem sido um privilégio de poucos. Grandes universidade do mundo se conectaram para mudar o que era “para alguns” e tornar “para todos” . Ao abrir a sala de aula por meio do aprendizado online, o edX capacita milhões de alunos a liberarem seu potencial e se tornarem agentes de mudança. Hoje , as parcerias da plataforma incluem aulas de universidade como Berkeley of California, The University of Texas System, Boston e Maryland. Essas são algumas entre as mais de 160 universidades membro. Comente aqui também se você tem algum curso MOOC "fora da caixa" que você conheça ; )

  • Gamificação x Aprendizagem Baseada em Jogos: Você sabe a diferença?

    A gamificação e a Game based learning (GBL) ou aprendizagem baseada em jogos são abordagens distintas, embora ambas estejam relacionadas ao uso de elementos de jogo no contexto educacional. Aqui estão as principais diferenças entre gamificação e aprendizagem baseada em jogos: Um resumo muito conhecido descrito por Kapp (2012): “Gamificação é o uso de mecânicas, estética e pensamentos dos games para envolver pessoas, motivar a ação, promover a aprendizagem e resolver problemas”. A Aprendizagem Baseada em Jogos é uma metodologia que permite a criação e uso de games para finalidades didáticas . Óbvio que, mesmo tendo como missão facilitar a aprendizagem, os jogos não perdem seu caráter lúdico e desafiador, despertando a curiosidade e o interesse por parte dos estudantes. Dividimos as diferenças em 5 seções: Escopo e Abordagem Objetivos Design Complexidade Tempo de implementação Escopo e Abordagem: Gamificação: Envolve a incorporação de elementos de jogo, como pontos, distintivos/emblemas, classificações e desafios, em contextos não relacionados a jogos para motivar e envolver os participantes. Pode ser aplicada a uma ampla variedade de atividades e não requer a criação de um jogo completo. Aprendizagem Baseada em Jogos: Centra-se na utilização de jogos completos ou simulações para facilitar a aprendizagem. Os jogos são projetados com objetivos educacionais específicos e proporcionam uma experiência imersiva para os participantes. Objetivos: Gamificação: Geralmente, tem como objetivo motivar, engajar e recompensar os participantes em atividades não relacionadas a jogos, como treinamento corporativo, educação formal, ou até mesmo em aplicativos e websites. Aprendizagem Baseada em Jogos: O principal objetivo é proporcionar um ambiente de aprendizagem onde os participantes possam adquirir conhecimentos e habilidades específicos por meio da interação com o jogo. Um ótimo exemplo de games comerciais aplicados à educação é o Minecraft. Criado em 2009, virou rapidamente febre entre o público infantojuvenil. A plataforma apresenta ótima jogabilidade e uso ilimitado, o que levou muitos professores a explorar o jogo em sala de aula. Em 2016 o jogo recebeu uma nova versão, “Minecraft: Education Edition”, onde os cenários fictícios foram substituídos por réplicas do mundo real. Atualmente, o jogo alcança aulas no ensino superior e na educação corporativa. Design: Gamificação: Pode ser incorporada em sistemas existentes, muitas vezes de maneira superficial, adicionando elementos de jogo para tornar as atividades mais envolventes. Aprendizagem Baseada em Jogos: Requer um design mais elaborado e específico para criar uma experiência de jogo completa, considerando narrativa, mecânicas de jogo e desafios que estejam alinhados com os objetivos de aprendizagem. Complexidade: Gamificação: Geralmente é menos complexa do que a criação de um jogo completo. Os elementos de jogo são adicionados para tornar a experiência mais atraente, mas o foco principal pode permanecer na atividade principal. Aprendizagem Baseada em Jogos: Pode envolver o desenvolvimento de jogos complexos, com níveis, personagens, enredos e desafios, para garantir uma experiência de aprendizagem imersiva e eficaz. Tempo de Implementação: Gamificação: Pode ser implementada mais rapidamente, uma vez que envolve a adição de elementos de jogo a sistemas existentes. Aprendizagem Baseada em Jogos: Geralmente requer mais tempo e recursos para o desenvolvimento de jogos personalizados e alinhados aos objetivos educacionais. Ambas as abordagens têm seu lugar e podem ser escolhidas com base nos objetivos específicos de aprendizagem e nas preferências dos participantes. Gamificação é muitas vezes usada em situações em que a implementação de um jogo completo pode não ser viável, enquanto a Aprendizagem Baseada em Jogos é escolhida quando se busca uma experiência de aprendizagem mais imersiva e focada. Veja a videoaula (9'51'') em que explico sobre Gamificação aplicado ao ensino Mas será que só esses aspectos são justificáveis para utilizarmos a estratégia de gamificação na educação? Antes de você ficar na dúvida, vamos entender como os jogos podem auxiliar nosso cérebro. Retenção da aprendizagem: o jogo aumenta a excitação, é o que a Dra. Amy FT Arnsten, professora de neurobiologia e psicologia da Universidade de Yale, afirma. Segundo ela, o córtex pré-frontal (PFC), região que direciona e sustenta a atenção, necessita de doses de estímulos para que consiga aumentar a atenção quando recebe informações relevantes e filtrar as distrações. Assim, uma informação emocionalmente excitante possibilita uma melhor codificação da memória, ou seja, da retenção e recuperação de informações. O aprendente é envolvido e cativado, preparando-se e disponibilizando-se a aprender. Processo de aprendizagem: o córtex pré-frontal tem um limite, que exaure sempre que precisamos focar nossa atenção para algo como aprender. Quando chegamos a esse limite ficamos cansados e nos dispersamos. Pesquisadores afirmam que ações que quebram a rotina de uma tarefa auxiliam a capacidade de se concentrar na tarefa por período maior. Ou seja, a mudança de uma tarefa principal para uma segunda pode melhorar o desempenho na tarefa principal. Considerações Finais Gamificação é a utilização de um ou mais elementos dos jogos para comunicar/transmitir alguma informação ou conhecimento. O uso de jogos no contexto educacional possibilita a motivação, maior engajamento e disponibilidade do aluno no processo de ensino-aprendizagem. Entre os benefícios do uso de jogos na educação podemos verificar: processo de ensino-aprendizagem, a retenção da aprendizagem relacionada à memória e a participação e eficácia da aprendizagem. Referências: Ghai, A., Tandon, U. Integrando Gamificação e Design Instrucional para Melhorar a Usabilidade da Aprendizagem Online. Educ Inf Technol 28, 2187–2206 (2023). https://doi.org/10.1007/s10639-022-11202-5 Hussein H, Zamzami Z, Kingsley O, Robin RM, Xiao H, Samuel Kai WC, Samira H. Melhorar o ensino e a literacia em saúde sexual com jogos sérios e intervenções de gamificação: uma perspectiva para os resultados de aprendizagem dos alunos e as diferenças de género. Interactive Learning Environments,31:4,2392-2410 (2023). https://doi.org/10.1080/10494820.2021.1888754 Jaskari, M.-M., & Syrjälä, H. Um estudo de métodos mistos das motivações e elementos de gamificação dos estudantes de marketing. Journal of Marketing Education, 45(1), 38-54 (2023). https://doi.org/10.1177/02734753221083220 Kapp, K M. The gamification of learning and instruction: game-based methods and strategies for training and education. San Francisco: Pfeiffer, 2012. Nietfeld,JL; Sperling, RA; Young TM. Mais do que apenas diversão e jogos: o papel dos jogos na educação superior para apoiar a aprendizagem autorregulada. Novos rumos para ensino e aprendizagem, 2023. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/tl.20547

  • 19 formatos para organizar a sala de aula conforme intenção pedagógica

    Embora muitos estudos em educação demonstrem há muito tempo que a disposição democrática dos assentos nas salas de aula desempenha um papel crucial no processo de aprendizagem, as salas de aula típicas mantêm um formato hierárquico de assentos atribuído aos alunos numa base competitiva. A configuração física de uma sala de aula é mais do que uma escolha organizacional ou ao estilo do facilitador. A disposição dos assentos nas salas de aula presenciais afeta a aprendizagem, a motivação, a participação dos alunos e as relações professor-aluno e aluno-aluno (Fernandes, Huang & Rinaldo 2011). No espaço da sala de aula virtual, como plataformas em tempo real como o Zoom, as escolhas instrucionais para empregar estratégias de envolvimento e fornecer oportunidades de feedback também têm um impacto positivo nos resultados de aprendizagem dos alunos (Francescucci e Rohani 2019). Abaixo estão estratégias e exemplos específicos para melhorar o aprendizado dos alunos em uma variedade de espaços de sala de aula: Formato presencial em sala de aula Um facilitador pode maximizar o envolvimento dos alunos alterando a configuração física de cadeiras, mesas e apresentações na sala de aula. A teoria da comunicação instrucional sugere que a disposição dos assentos pode impactar a forma como os professores se comunicam com os alunos e como os alunos interagem entre si, impactando o envolvimento, a motivação e o foco (McCorskey e McVetta, 1978). Pesquisas mais recentes sugerem que a configuração do espaço da sala de aula molda a "forma de ensinar" do professor, a escolha das atividades e o comportamento dos alunos na realização das tarefas. Por exemplo: Resultados do artigo Espaço e consequências: o impacto de diferentes espaços formais de aprendizagem no comportamento do instrutor e do aluno , de Christopher Brooks (2012) no Jornal de Espaços de Aprendizagem, acessível em https://libjournal.uncg.edu/jls/article/view/285 . O estudo de Harvey e Kenyon (2013) demonstra que os estudantes preferem arranjos de assentos mais flexíveis. Em particular, os alunos manifestam preferência por salas de aula com cadeiras móveis versus fixas, e mesas trapezoidais com cadeiras sobre rodízios versus mesas retangulares com cadeiras imóveis. Os facilitadores podem e devem considerar maneiras de modificar a disposição dos assentos e alinhá-la com as demandas das atividades em sala de aula para maximizar o aprendizado dos estudantes. 19 tipos de formatos para salas de aula Às vezes os alunos têm que trabalhar em grupo, às vezes o facilitador faz uma apresentação, às vezes faz algum trabalho em duplas. Toda estratégia precisa de um arranjo de sala de aula eficaz. Neste post, mostrarei 19 possíveis arranjos de assentos em sala de aula. Mencionarei também os métodos de ensino que acompanham cada formato. 1. Pares Vamos começar com um dos formatos mais utilizados: Pares. Forme pares de alunos e deixe-os trabalhar individualmente ou em conjunto. É mais divertido com dois, mas ainda oferece uma boa visão geral. Dessa forma, os alunos podem mudar de formato quando necessário. Por exemplo, se eles tiverem que trabalhar individualmente, digamos que tenham uma prova. Aqui, você também pode dividir facilmente sua sala de aula em três colunas de pares. Peça, por exemplo, que a primeira coluna responda à pergunta A, a segunda coluna responda à pergunta B e a última coluna responda à pergunta C. Reveja as respostas quando terminarem. Dessa forma, você pode acelerar o trabalho clássico. 2. Grade Esta disposição é especialmente útil em dias de teste ou quando você deseja que eles trabalhem individualmente. Eles não podem conversar um com o outro ou deixar seus olhos vagarem pelo papel de outra pessoa. Eu não recomendaria esse arranjo de assentos em sua sala de aula o tempo todo. Os alunos podem ficar desmotivados porque não têm ninguém para quem “trocar uma ideia”. 3. Apresentação Coloque seus alunos sentados lado a lado em uma fila. Repita isso algumas vezes se tiver espaço suficiente na sala de aula. O objetivo é permitir que os alunos ouçam o que está na frente da sala de aula. Pode ser o professor ou um colega fazendo uma apresentação ou demonstração. Sentar a turma dessa maneira é uma boa ideia quando você deseja que eles foquem na frente da sala de aula. Todos os alunos devem ser capazes de ver algo e é mais fácil para o que está na frente dividir a atenção e o contato visual. 4. Quarteto Use pequenos grupos de quatro quando quiser que a turma trabalhe em equipe. Você pode deixá-los trabalhar em uma tarefa. Você também pode deixá-los pensar sobre uma questão individualmente e pedir-lhes que deliberem com os outros alunos do grupo. Claro, apenas o trabalho individual também é possível. Esta disposição dos assentos torna tudo um pouco mais social. Ao trabalhar com “grupos de quatro”, os alunos sentam-se com outros o tempo todo. Eles se conhecem melhor e fazem amigos. Essa disposição dos assentos é uma boa ideia para começar o ano. 5. Estações de trabalho Quando você está trabalhando em um grande projeto ou ensinando um tópico abrangente com diferentes aspectos ou temas, esta disposição dos assentos servirá perfeitamente. Atribua tarefas diferentes em cada estação. Por exemplo, um enigma de palavras cruzadas (digital), um quiz, um vídeo com perguntas, um exercício no quadro branco,… Todas as tarefas se completam. Deixe seus alunos se embaralharem para que possam ir a todos as estações e fazer todas as tarefas. Você também pode usar as estações para dividir alunos com o mesmo nível de aprendizagem. Uma estação onde os alunos recebem mais instruções, o outro tem exercícios de expansão, uma estação tem fones de ouvido com cancelamento de ruído para que os alunos possam se concentrar, etc. Dica Aqui: utilize esse formato quando você estiver utilizando a metodologia ativa Blended Learning 6. Formato de U Este arranjo de sala de aula incentiva a discussão e torna mais fácil para o facilitador observar os alunos e dar ajuda individual. Atenção : Não use esta disposição de mesa para trabalho em grupo. Isto será quase impossível. 7. Formato Duplo-U Quando você tem mais alunos ou uma sala de aula menor, você pode optar pelo arranjo em formato de U duplo. Isso permite que você coloque mais alunos próximos uns dos outros. É muito aconchegante, mas também tem algumas desvantagens. Por exemplo, é mais difícil para o professor circular pela sala de aula. O suporte individual está mais ou menos fora de questão aqui. Os alunos que estão atrás também podem se sentir um pouco excluídos. É melhor usar esse arranjo ao fazer uma apresentação ou ao ensinar na frente da sala de aula. 8. Formato Super-U Digamos que você tenha uma sala de aula grande e muitos alunos, então você definitivamente pode usar esse formato. Em contraste com o arranjo em formato de U duplo, esse formato em U para uma sala de aula grande não expulsa realmente os alunos. Não há “U” separado na frente, o que o torna mais aberto aos alunos que estão atrás. 9. Conferência em pequena sala Você está ensinando para um pequeno grupo de alunos? Nesse caso, o arranjo de sala de conferência é uma possibilidade. A “sala de aula de conferência” dá aos seus alunos uma “voz igual” e uma imagem instantânea de uma sala de reuniões de negócios. Use a disposição dos assentos da conferência ao definir as regras da sala de aula, planejar um evento, para uma intervenção, uma discussão em classe, etc. Você também pode praticar habilidade de comunicação para consultas de profissionais de saúde, conversação (no caso de língua estrangeira)... deixando os alunos frente a frente conversarem entre si. Deixe-os trocar de lugar e passar para o próximo aluno da fila e falar sobre outro assunto. 10. Conferência em grande sala Há um layout de sala de conferência para turmas numerosas e também uma sala de aula grande. Use esse formato como mencionado acima. A única coisa que não é possível é deixar os alunos ficarem frente a frente e falarem diretamente com eles. Também não o use para trabalho em grupo. 11. Espinha de peixe São fileiras de duas, três ou quatro, mas ligeiramente viradas para que fiquem voltadas para o centro da sala de aula. Dessa forma, os alunos dão total atenção ao professor ou aos alunos na frente da sala de aula e podem participar facilmente de uma discussão em sala de aula. Você também pode orientar que os estudantes trabalhem juntos com os da mesma fileira. 12. Linhas Isso é usado na maioria das vezes no ensino superior tradicional, quando os alunos têm que só ouvir o professor na frente. Aqui, o professor não pode dar feedback individual, pois é difícil alcançar os alunos intermediários. É uma disposição de assentos para acomodar o máximo de alunos em uma sala de aula. 13. Combo de computadores Qualquer outra disposição dos assentos da sala de aula funciona com dispositivos portáteis, como laptops, chromebooks ou tablets. Quando você estiver em uma sala de aula com mesas e computadores de alunos, poderá usar esse layout de sala de aula. Ele fornece uma visão geral dos computadores de seus alunos. 14. Borboleta Este provavelmente é novo para você. Deixe seus alunos trabalharem individualmente, mas eles sentam juntos. Este meio da borboleta serve como um lugar onde os alunos vão para obter instruções extras ou uma nova tarefa. Tudo ficará espalhado naquelas mesas do meio. O facilitador também estará disponível para dar mais orientações quando necessário. 15. Olho Use a formação dos olhos ao iniciar um debate ou discussão. Selecione um grupo de alunos que debaterá no meio do olho. O resto será o público. Dica Aqui: utilize esse formato quando você estiver utilizando o Debate como uma estratégia de ensino ativo 16. Círculo O círculo é uma formação clássica de assentos na qual você incentiva seus alunos a participar de uma palestra ou discussão em sala de aula. É mais ou menos igual aos assentos da sala de conferência. 17. Grandes grupos Divida sua sala de aula em dois grandes grupos. Deixe os grupos trabalharem em projetos maiores como organizar um evento como "logística para uma campanha de vacinação contra COVID-19", montar uma peça de teatro, montar seu próprio “consultório odontológico”, manter uma reunião política com diferentes representantes, etc. Tenha em mente que pode ficar (bastante) barulhenta a sua sala de aula. 18. Ferraduras Use este arranjo de mesa de sala de aula para incentivar a discussão em grupos menores. Introduza algumas afirmações ousadas ou “problemas” sobre o seu tema de ensino e deixe os seus alunos discuti-los nos seus grupos. Incentive seus alunos a chegar a um consenso ou a uma solução para o problema. 19. Banquete Use este layout na sala de aula para duas coisas: Deixe os alunos conversarem com quem está à sua frente (discutir, praticar uma língua estrangeira, conhecer-se, etc.). Divida sua sala de aula em dois grupos. Deixe-os trabalhar juntos em projetos maiores como no número 17 (Grandes Grupos). Deixe-os organizar um projeto, montar uma peça, montar sua própria empresa, etc. Cada sala de aula é diferente. O mais importante é que os alunos se sintam confiantes e confiem no ambiente da sala de aula. Certifique-se de movimentar as carteiras dos alunos de vez em quando para ter a disposição perfeita dos assentos na sala de aula para a sua aula. Compartilhe esta postagem com outros facilitadores para inspirá-los! Um pouco de variedade nas aulas é sempre bom. _______________________________________________ Aprendi com (vozes da minha cabeça) e essas referências: Brooks, D. Christopher (2012). Espaço e consequências: o impacto de diferentes espaços formais de aprendizagem no comportamento do instrutor e do aluno. Jornal de Espaços de Aprendizagem, 1(2). Fernandez, AC, Huang, J, and Rinaldo, V. (2011). Does Where a Student Sits Really Matter?–The Impact on Seating Locations on Student Classroom Learning. International Journal of Applied Educational Studies, 10(1). Francescucci, A and Laila Rohani, L. Exclusively Synchronous Online (VIRI) Learning: The Impact on Student Performance and Engagement Outcomes. Journal of Marketing Education 2019, Vol. 41(1) 60–69. Harvey EJ, Kenyon MC. (2013). Considerações sobre assentos em sala de aula para alunos e professores do século 21. Jornal de Espaços de Aprendizagem, 2(1).

  • Como aplicar PBL na sala de aula remota

    A metodologia Problem Based Learning (PBL), em português Aprendizagem Baseada em Problema (ABP), pode ser incorporada em qualquer situação de aprendizagem. É... até pode parecer desafiadora essa expressão: "qualquer situação de aprendizagem", mas vivemos tempos que nos desafiaram a co-criar, adaptar e por que não, evoluir! Sempre defendi que qualquer área de assunto pode ser adaptada ao PBL, com um pouco de criatividade . Embora os problemas centrais variem entre as disciplinas, existem algumas características dos bons problemas de PBL que transcendem os campos. Mas esse nem de perto era a premissa mais difícil de ser defendida. Você já pensou em aplicar PBL em uma atividade síncrona online, com pequenos grupos? Considero a aplicação da metodologia PBL como uma estratégia para tornar a aprendizagem dos estudantes mais eficiente quando comparada com uma abordagem mais tradicional. Isto porque, sendo uma metodologia ativa, um dos objetivos do PBL é tornar o aluno o centro do processo de aprendizagem e o professor um facilitador, que incentiva o estudante a ter autonomia na busca pelo conhecimento. Ao longo desse artigo vou descrever os principais tópicos sobre a metodologia, a aplicação em ambiente remoto, e ao final, eu compartilho uma ferramenta para PBL que utilizo nos diversos ambientes de ensino aprendizagem. A primeira coisa a saber é: Essa é uma abordagem centrada no aluno , no qual os alunos aprendem sobre um assunto trabalhando em grupos para resolver um problema em aberto. Esse problema é o que impulsiona a motivação e o aprendizado. Em vez de ensinar o conteúdo e, posteriormente, pedir aos alunos que apliquem o conhecimento para resolver problemas, o problema é apresentado primeiro . As tarefas de PBL podem ser curtas, ou podem ser mais complexas e levar um semestre inteiro. Na definição mais estrita de PBL, a abordagem é usada durante todo o semestre como o principal método de ensino. No entanto, definições e usos mais amplos vão desde a inclusão do PBL nas aulas de laboratório e design, até o uso apenas para iniciar uma única discussão. Independente da escolha de aplicação, o que conecta esses vários usos é o problema do mundo real . Características dos bons problemas de PBL O problema deve motivar os alunos a buscar uma compreensão mais profunda dos conceitos; O problema deve exigir que os alunos tomem decisões fundamentadas e as defendam; O problema deve incorporar os objetivos do conteúdo de maneira a conectá-lo aos conhecimentos anteriores; Se usados para um projeto de grupo, o problema precisa de um nível de complexidade para garantir que os alunos trabalhem juntos para resolvê-lo; Se usado para um projeto de vários estágios, as etapas iniciais do problema devem ser abertas e envolventes para atrair os alunos para o problema. Os problemas podem vir de várias fontes : jornais, séries/filmes, periódicos, livros, livros didáticos, podcast, vídeos e televisão. Alguns estão em tal forma que podem ser usados com pouca edição, no entanto, outros precisam ser reescritos para serem úteis. Diretrizes iniciais Escolha uma ideia, conceito ou princípio central que seja sempre ensinado em um determinado curso e, em seguida, pense em um problema, tarefa ou lição de casa típica do final do capítulo que geralmente é atribuída aos alunos para ajudá-los a aprender esse conceito; Liste os objetivos de aprendizado que os alunos devem atingir quando resolverem o problema. O que você deseja que os alunos saibam ou possam fazer como resultado da participação na tarefa? Crie o problema. Pense em um contexto do mundo real para o princípio central escolhido. Os casos costumam ser a base das atividades de PBL; Desenvolva um aspecto de narrativa/dramatização/simulação para um problema de final de capítulo ou pesquise um caso real que possa ser adaptado, acrescentando alguma motivação para os alunos resolverem o problema; Apresente aos alunos as etapas da metodologia ( vou descrever abaixo quais são essas etapas ); Estabeleça como você avaliará a tarefa. Adaptação ao ambiente remoto O ciclo de aprendizado do PBL se dá a partir de uma Situação Problema, que no formato remoto, será realizada online com pequenos grupos mantendo os mesmos papéis: coordenador, secretário, grupo tutorial, e o professor no papel de facilitador. O suporte de ferramentas digitais é essencial para viabilizar que as etapas de execução da metodologia sejam realizadas. Existe uma variedade de ferramentas possíveis de uso, como: Google Meet, Zoom, Microsoft Teams ou Wonder . Como toda atividade de ensino-aprendizagem, ao final do ciclo de PBL é essencial fazer uma avaliação. Nesta avaliação, serão verificadas as habilidades do domínio cognitivo de compreensão, aplicação, análise e síntese, requerendo, assim, um maior nível de raciocínio nas elaborações das respostas. Encontrei um artigo do Instituto Federal da Bahia que relata a percepção de estudantes sobre PBL Online em cursos superiores da área de computação. Concordo com os autores quando citam que a escolha por aplicação de metodologia ativa é também a escolha de garantir a manutenção da qualidade no processo ensino-aprendizagem. Deixo o link do artigo aqui . Para as oficinas sobre metodologias ativas , técnicas de preceptoria/tutoria e facilitação de grupos que organizo, desenvolvi um passo a passo adaptado e mais detalhado que visa facilitar o aprendizado sobre PBL. Você pode baixar gratuitamente esse Guia de Aplicação aqui e já usar nas suas aulas. Não esqueça de me contar como foi essa experiência. Oficina Online para Aprender a Aplicar PBL no ambiente remoto Conhecimento bom é conhecimento compartilhado, por isso surgiu o desejo de fazer uma oficina prática para ensinar PBL enquanto se aplica! Você leu que os grupos tutoriais são pequenos, então a ideia é não passar de 10 participantes. Vou deixar um botão para inscrição aqui embaixo. Próxima Oficina Online já está com inscrições abertas: #educar #metodologiasativas #pbl #ferramentasdeensino #ensinodisruptivo ____________________________ Compartilhe conhecimento nas suas redes sociais:

  • Como fazer um Plano de Aula e Ensino: passo a passo completo e fácil

    Enquanto o plano de ensino abrange um extenso período e a visão geral da matéria (macro), o plano de aula é o roteiro de cada aula, cada encontro (micro). Ministrar uma boa aula requer mais do que talento por parte de quem atua na docência. Exige estudo, planejamento, organização e criatividade, dentre outros aspectos. Um professor comprometido quer mesmo é fazer com que os estudantes apreendam não só o conteúdo, mas também exercitem a capacidade de pensar criticamente a realidade que os cerca. Apresentaremos a seguir todas as diferenças, com um passo a passo completo e fácil do que deve compor um Plano de Aula e Ensino: Plano de Ensino Por onde começar? Itens do Plano de Ensino Plano de Aula Por onde começar? Planejando as aulas Itens do Plano de Aula Plano de Ensino Por onde começar? O planejamento e organização de uma disciplina tem início na elaboração do plano de ensino, afinal ele é o mecanismo que norteia a prática pedagógica, facilitando o desenvolvimento de uma disciplina curricular. Um plano de ensino pedagogicamente adequado é dinâmico, crítico e reflexivo, além de dialógico e flexível, no sentido de dar espaço para que os estudantes possam ajudar a construir as aulas. Não se trata aqui de transferir a responsabilidade do professor para o estudante, mas de ouvir o que os estudantes têm a dizer. Conforme a pedagogia da autonomia de Paulo Freire (2006): O processo pedagógico é uma relação dialética entre educador e educando, rompe com a visão tradicional do educador como o detentor do saber e o educando como aquele que irá aprender o saber transmitido pelo educador. Fonte de Imagem: Wikipedia O Plano de Ensino , também denominado Plano de Aprendizagem ou Projeto de Ensino , é a sistematização da proposta geral de trabalho de um professor num determinado componente curricular, eixo, módulo ou disciplina. Precisa responder às seguintes perguntas: O que ensinar? Para quem ensinar? Para que ensinar? Quando ensinar? Como ensinar? Que estratégias usar? Com quais recursos didáticos e tecnológicos? Como avaliar? O planejamento do ensino é a previsão das ações e procedimentos que o professor irá realizar junto aos seus estudantes, além da organização das atividades dos estudantes e das experiências de aprendizagem, visando aos objetivos educacionais estabelecidos. O Plano de Ensino da disciplina é elaborado a partir das orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), tendo como fundamento as metodologias ativas de ensino-aprendizagem. Nesse processo de ensino-aprendizagem, os conhecimentos novos dialogam com os saberes, vivências e experiências dos estudantes, favorecendo aprendizagens significativas. Os docentes atuam como facilitadores e apoiadores no processo de aprendizagem. Ao elaborar o planejamento didático, o professor antecipa, de forma organizada, todas as etapas dos processos de ensino e aprendizagem. Cuidadosamente, identifica os objetivos que pretende alcançar, indica os conteúdos que serão desenvolvidos, seleciona os procedimentos que utilizará como estratégias de ação, organiza o cronograma e prevê quais os instrumentos que empregará para avaliar o progresso dos discentes. Itens do Plano de Ensino Considere incluir os seguintes itens: Dados de identificação da unidade curricular (curso, Departamento/Unidade Acadêmica, natureza e carga horária da unidade curricular, docente responsável) Ementa (sinopse do conteúdo) Objetivos (geral e específicos) Conteúdo programático Estratégias Educacionais (Métodos didáticos de ensino) Plataforma de ensino remoto Critérios de avaliação Cronograma (com detalhamento para 10 semanas) Bibliografia (básica e complementar) Em geral, o Plano de Ensino contém os objetivos gerais do componente curricular, integrado com os objetivos daquele momento da formação do estudante, relativos à construção/aquisição de conceitos, atitudes e habilidades. A aprendizagem centrada no estudante exige a construção de um itinerário pedagógico que possibilite a correlação dos conteúdos apresentados e discutidos na disciplina com as experiências e vivências dos alunos. Para tanto, os professores utilizam-se de um conjunto de estratégias pedagógicas diversificadas (vídeos, documentários, seminários, debates, aprendizagem em pares, leitura de textos, visitas a campo e elaboração do portfólio reflexivo e outras metodologias ativas). O processo é dinâmico e a avaliação é contínua, baseada no retorno dos estudantes. Além da definição das estratégias de ensino-aprendizagem (de preferência metodologias ativas), o Plano de Ensino estabelece os momentos, métodos, estratégias e critérios de avaliação. Finalmente, o Plano de Ensino deve apresentar um conjunto de referências bibliográficas cuidadosamente escolhidas, representativas do conhecimento atual, com base em sólida investigação científica. A complexidade da leitura sugerida deve ser coerente com o momento da formação e com o conhecimento prévio dos estudantes. Além disso, é essencial que as referências sugeridas possam ser lidas no tempo disponibilizado e que seu acesso seja garantido. Já dialogamos sobre o Plano de Ensino, compreendendo todas as etapas do planejamento didático. Agora, é o momento de refletirmos sobre a organização de planos de aulas ou sequências didáticas. Plano de Aula Por onde começar? O Plano de Aula é o recorte do Plano de Ensino para um ponto específico do programa, contendo a proposta de trabalho do professor para uma determinada aula ou conjunto de aulas. É através do plano de aula que o professor sistematiza o conteúdo de cada momento, listando objetivos, metodologia e bibliografia. No Plano de Aulas , o professor especifica e operacionaliza os procedimentos para a concretização do Plano de Ensino elaborado para as atividades a serem vivenciadas no semestre ou ano letivo. Ao planejar uma aula, o docente seleciona os conteúdos que são conhecimentos socialmente produzidos e agrupados em blocos definidos de acordo os campos conceituais. Os conteúdos podem ser fatos conceituais, habilidades e atitudes. Por isso, eles podem ser abordados em três categorias: Conceituais: Envolvem fatos, conceitos e princípios (teoria e princípios); Apreensão de conhecimento; Significado do saber sem si; compreender; saber o que é. Habilidades: Envolvem procedimentos, ou seja, a ação do saber fazer; Procedimento que o estudante vai ter diante do conteúdo; Praticar; saber como fazer. Atitudinais: Envolvem abordagem de valores normais e atitudes; Atitude que vai passar a ter em relação ao conteúdo; Posicionamento; opinião; saber ser; saber escolher. Planejando as Aulas No livro "Diálogos com Docentes sobre Ensino Remoto e Planejamento Didático" (2020) estimula-se a reflexão sobre os seguintes itens no momento do planejamento: Perfil dos estudantes: Pense no perfil do discente, nas suas expectativas, na diversidade de ritmos e estilos de aprendizagem. Considere as particularidades do público participantes e tente planejar sua aula com base nesse diagnóstico inicial. Se for possível, considere o perfil do egresso. Conteúdo programático: Com base no perfil dos estudantes, tente pensar em um tema gerador, ou seja, sua aula tratará sobre o quê? Que assunto será priorizado? Selecione os conteúdos propostos para a aula. Considere a articulação entre o que você está propondo e as expectativas dos participantes. Objetivos: Pense no objetivo principal da aula (objetivo geral) e nos objetivos específicos. Que metas você pretende atingir? O que você espera alcançar? Reflita sobre a aprendizagem dos estudantes. Elabore objetivos didáticos com foco na aprendizagem ativa deles. Competências: O que você deseja que os estudantes consigam aprender? Que competências o discente deverá construir? Metodologia: Quais serão os caminhos que você irá utilizar para facilitar a construção das competências por parte dos estudantes? Que situações didáticas de ensino-aprendizagem você irá desenvolver? Pense em situações que incitem a criatividade e o protagonismo do discente. Motive o estudante à reflexão por meio de uma metodologia ativa de trabalho direcionada à aprendizagem significativa. Recursos didáticos/tecnológicos: Materiais didáticos, roteiros de estudos, games, recursos audiovisuais, recursos educacionais abertos (REA), vídeos, quiz, simulações, rotinas de pensamento? Quais os recursos materiais e didático-pedagógicos que irão auxiliar o seu trabalho? Avaliação: Pense nos critérios e nos instrumentos de avaliação. Tente diversificar os instrumentos (testes, exercícios, pesquisas, debates presenciais e virtuais, fórum de discussões, artigos, projetos, resumos, resenhas, seminários, etc). Estimule o estudante à autoavaliação. Incentive a avaliação de todo o processo (do seu trabalho como docente, os papéis e os desempenhos dos colegas estudantes, os materiais usados, as estratégias e os recursos didáticos etc.) Itens do Plano de Aula Considere incluir os seguintes itens: Dados de identificação da aula (Disciplina, título da aula, docente responsável e data) Objetivos Educacionais (geral e específicos) Estratégias Educacionais (Métodos didáticos de ensino) Conteúdos Gestão do Ambiente de Aprendizagem (organização do espaço de aula, recursos/amteriais e regras específicas) Sistema de Avaliação (critérios de avaliação e instrumentos avaliativos) Bibliografia (básica e complementar) O planejamento educacional precisa ser considerado em sua complexidade. A complexidade deriva principalmente da necessidade constante de atualização e customizações dos planos de ensino e aula, assim como uma dedicação de tempo. Além do conhecimento didático e pedagógico específicos para cumprir as etapas do planejamento educacional, para que a integração de metodologias ativas seja possível, é necessário o estudo constante e aperfeiçoamento para conhecer cada vez mais recursos e ferramentas didáticas de ensino. Referências: Reis FJC dos, Panúncio-Pinto MP, Vieira MNCM. Planejamento educacional. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 3 de novembro de 2014 [citado 10 de outubro de 2022];47(3):280-3. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/86616. Oliveira MSL, et al. Diálogos com docentes sobre ensino remoto e planejamento didático. Recife: EDUFRPE, 2020. Enviei para seu amigo que precisa ver esse post!

  • Verbos de Taxonomia de Bloom revisada

    Os objetivos de aprendizagem são descrições que comunicam claramente o que os alunos devem alcançar e demonstrar após a conclusão de uma experiência ou intervenção educacional. Com o objetivo de facilitar a organização e criar um vocabulário comum, em 1948 a Associação Norte Americana de Psicologia (American Psycological Association) iniciou uma força tarefa para criar a Taxonomia dos Objetivos Educacionais. Esse projeto foi coordenado por Benjamin Samuel Bloom e ao ser finalizado em 1956 ficou conhecido como Taxonomia de Bloom . Basicamente é uma classificação de objetivos de conhecimento e habilidades intelectuais (domínio cognitivo) e comportamentos (domínio afetivo). Como outras taxonomias, é hierárquico (como uma escada), o que significa que: O aprendizado em níveis mais altos depende da obtenção de conhecimentos e habilidades anteriores em níveis mais baixos. Existem "3 tipos de escadas": Taxonomia de Bloom do Domínio Cognitivo É estruturada em níveis de complexidade crescente - do mais simples ao mais complexo - e isso significa que, para adquirir uma nova habilidade pertencente ao próximo nível, o aluno deve ter dominado e adquirido a habilidade do nível anterior. Ou seja, só após conhecer um determinado assunto alguém poderá compreendê-lo e aplicá-lo. Nesse sentido, a taxonomia não é apenas um esquema para classificação, mas uma possibilidade de organização hierárquica dos processos cognitivos de acordo com níveis de complexidade e objetivos do desenvolvimento cognitivo desejado e planejado. A proposta de taxonomia de objetivos educacionais foi revista em 2001, por Lorin Anderson e David Krathwohl, trocando substantivos por verbos e elevando a ação criativa ao mais alto grau na hierarquia. De um modo bem prático, segue uma tabela do Domínio Cognitivo da Taxonomia de Bloom revisada organizada em seis níveis, para facilitar a escolha do verbo a ser utilizado/aplicado em função do comportamento esperado: Conhecimento - Refere-se à habilidade do estudante em recordar, definir, reconhecer ou identificar informação específica, a partir de situações de aprendizagem anteriores; Compreensão - Refere-se à habilidade do estudante em demonstrar compreensão pela informação, sendo capaz de reproduzir a mesma por ideias e palavras próprias; Aplicação - Refere-se à habilidade do estudante em recolher e aplicar informação em situações ou problemas concretos; Análise - Refere-se à habilidade do estudante em estruturar informação, separando as partes das matérias de aprendizagem e estabelecer relações, explicando-as entre as partes constituintes; Avaliação - Refere-se à habilidade do estudante em fazer julgamentos sobre o valor de algo (produtos, ideias, etc.) tendo em consideração critérios conhecidos; Criação - Refere-se à habilidade do estudante em estruturar informação de várias fontes, formando um produto novo. Exemplos de objetivos de aprendizagem cognitivos adaptados: Se você aprende melhor vendo e ouvindo, dê um play nesta videoaula de 12'42'' sobre Como escrever objetivos de aprendizagem a partir da taxonomia de Bloom Videoaula com Isadora Souza | Canal Start Educação | Taxonomia de Bloom do Domínio Psicomotor A aquisição de habilidades é sequencial e progressiva em um nível contínuo. Taxonomia de Bloom do Domínio Afetivo Conhecido também como Metas Comportamentais (Domínio Comportamental) Bloom e colaboradores descreveram em paralelo em 1956 outra taxonomia afetiva de cinco níveis de complexidade crescente de comportamento: Prontidão, abertura : reconhecendo que existe Receptivo: reativo e responde com atitudes de busca Avaliativo : aprecia e valoriza positivamente Integrado : incorpora e prioriza dentro de seu comportamento Tomar posse : tornou-se seu na vida cotidiana No desenho e planeamento de uma intervenção educativa é muito importante que os objetivos estejam alinhados com as metodologias e avaliação. Para analisar o grau de coerência, uma matriz de três itens pode ser preenchida com os objetivos, métodos e avaliação: Tanto os métodos quanto a avaliação da aprendizagem devem ser coerentes e alinhados e de acordo com os objetivos de aprendizagem. Em resumo, para formular objetivos de aprendizagem eficazes, é necessário focar em: Relevância (evite o trivial); Fácil de entender por todos, expressando claramente o que precisa ser aprendido; Uma ação demonstrável do estudante; Mensurável (mensurável) Realista e relevante ao nível de formação ou amadurecimento do aprendiz; Taxonomias são classificações hierárquicas que facilitam a estruturação dos objetivos. Aprender nos níveis mais altos depende de ter obtido conhecimentos e habilidades anteriores nos níveis mais baixos; É essencial manter os objetivos de aprendizagem alinhados com as metodologias (atividades) e a avaliação. Aprendi com: BLOOM, B. S. et al. Taxonomy of educational objectives. New York: David Mckay, 1956. 262 p. FERRAZ, Ana Paula do C. M. e BELHOT, Renato V.. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Gest. Prod., São Carlos, v. 17, n. 2, p. 421-431, 2010. KRATHWOHL, David R. A Revision of Bloom's Taxonomy: An Overview, Theory Into Practice, 41:4, 212-218, 2002.

  • Prompt de ChatGPT para Educadores: Utilizando Inteligências Artificiais Generativas na Educação na Saúde

    Na era da tecnologia, a integração de ferramentas como as Inteligências Artificiais Generativas (IAGs) na educação pode trazer novas possibilidades para o ensino e aprendizado. A utilização de IAGs na educação na saúde oferece as pessoas professoras uma ferramenta poderosa para aprimorar o ensino e auxiliar em tarefas cotidianas. Criar prompts eficientes é essencial para garantir que a IA forneça respostas relevantes e úteis. Aqui estão algumas diretrizes detalhadas para ajudar pessoas docentes a criarem prompts de comando excepcionais: Criando Prompts Eficazes Compreenda o Objetivo do Prompt: Antes de criar um prompt, tenha clareza sobre o que você deseja alcançar com a resposta da IA. Identifique o tipo de informação ou ação que você espera da IA para ajudar em suas tarefas como docente facilitadora. Seja Específico e Contextualizado: Ao criar o prompt, forneça informações contextuais relevantes para orientar a IA na direção certa. Contextualizar a pergunta aumenta a probabilidade de obter uma resposta precisa e informativa. Saiba Mais: Ao fornecer contexto relevante, a IA tem mais informações para compreender a natureza da pergunta e gerar uma resposta mais alinhada com as expectativas do usuário. Isso reduz a probabilidade de respostas genéricas ou fora de contexto, melhorando assim a qualidade da interação. Em termos práticos, muitos especialistas em IA e educação argumentam que a contextualização pode aumentar a eficácia das respostas em pelo menos 30% a 50% , embora esses números possam variar dependendo das especificidades da situação e das capacidades da IA utilizada. Exemplos de prompt contextualizado : " Na disciplina de Farmacologia Clínica , sugira uma sequência de atividades práticas que abordem o uso racional de antibióticos em diferentes cenários clínicos, incluindo casos de infecções comunitárias e hospitalares." " Para uma aula sobre Epidemiologi a, proponha uma estrutura de ensino que inclua a análise de dados epidemiológicos reais, destacando a importância da vigilância epidemiológica no controle de doenças infecciosas e não infecciosas." " Com base nos princípios de anatomia aprendidos na aula, explique como o sistema respiratório está relacionado ao sistema circulatório." Instrução Objetiva e Direta: Descreva com objetividade a tarefa ou questão que deseja que a IAG responda. Utilize uma linguagem transparente e direta ao formular o prompt. Evite ambiguidades ou termos técnicos excessivamente complexos que possam confundir a IA. Exemplos de prompt objetivo e direto : "Desenvolva um programa de pós-graduação em Enfermagem Oncológica, incluindo os principais temas a serem abordados, objetivos educacionais, metodologias de ensino e estratégias de avaliação que promovam a excelência na formação de enfermeiros especializados nessa área." "Elabore um plano de estudos para um programa de mestrado em Gerontologia, destacando as disciplinas fundamentais, projetos de pesquisa aplicada e estágios práticos que capacitem os estudantes a atuarem de forma eficaz na promoção da saúde e qualidade de vida de idosos." " Descreva as três principais funções do sistema cardiovascular." " Descreva os passos necessários para realizar uma avaliação neurológica completa em um paciente com suspeita de AVC." Estímulo Criativo e aplicação prática: Incentive respostas criativas e reflexivas. Peça respostas que apliquem conceitos teóricos em situações práticas. Exemplos de prompt criativo e com aplicação prática: " Imagine que está explicando o ciclo cardíaco a um paciente leigo. Descreva esse processo de forma simples e ilustrativa." "Elabore um plano de ensino interdisciplinar que integre conceitos de anatomia, fisiologia e farmacologia para o tratamento de pacientes com doenças cardiovasculares." "Preciso descrever um cenário clínico simulado para uma prova. Me ajude a elaborar um caso clínico em que um paciente sofreu uma lesão no joelho durante a prática esportiva." Revise e ajuste: Antes de enviar o prompt para a IA, revise-o cuidadosamente para garantir que esteja objetivo, conciso, criativo e relevante para a finalidade que você quer usar. Faça ajustes conforme necessário para aprimorar a qualidade da resposta esperada. Ao seguir essas diretrizes para criar prompts de comando para IA Generativa, os professores podem aproveitar ao máximo essa tecnologia para otimizar suas tarefas cotidianas e enriquecer a experiência de aprendizado dos estudantes. Abra o bloco de notas e salve esses Prompts aqui Prompt para Refinar Objetivos de Aprendizagem: "Sugira maneiras de aprimorar os objetivos de aprendizagem para uma aula de _____________ em nível universitário. Os objetivos atuais incluem compreender ____________ e ____________, mas precisam ser mais específicos e mensuráveis para melhorar a avaliação do aprendizado dos alunos." "Descreva como os objetivos de aprendizagem podem ser alinhados com as competências-chave necessárias para a prática clínica em ___________. Os objetivos devem refletir não apenas o conhecimento teórico, mas também as habilidades práticas e a tomada de decisões éticas." Prompt para Desenvolver Atividades Interativas: "Proponha atividades interativas e dinâmicas para uma aula de _________, de modo a engajar os alunos e promover a apreciação e compreensão das diferentes _________. Considere o uso de tecnologias interativas, debates e visitas virtuais a sites ________." Prompt para Criar Demonstração Prática: "Descreva uma demonstração prática que possa ser realizada durante uma aula de ________ para ilustrar os conceitos de ________ e _______. A demonstração deve ser segura, visualmente impactante e envolvente para os alunos." Prompt para Criar Perguntas de Múltipla Escolha: "Elabore três perguntas de múltipla escolha para um quiz sobre _________, abrangendo temas como causas, eventos-chave e consequências. Certifique-se de incluir alternativas distrativas para desafiar o conhecimento dos alunos." Prompt para Gerar Perguntas de Verdadeiro ou Falso: "Crie cinco perguntas de verdadeiro ou falso relacionadas à _________. As perguntas devem abordar _________, _________ e _________, oferecendo um desafio para os alunos durante o quiz." Prompt para Elaborar Questões de Discussão para as sessões de Team-Based Learning (TBL): "Desenvolva duas questões de discussão para uma avaliação de garantia de preparo em uma sessão de TBL sobre _________. As questões devem estimular o debate entre os membros da equipe, abordando __________ na prática clínica." Prompt para Criar Problemas de Aplicação Prática para as sessões de Team-Based Learning (TBL): "Crie três problemas de aplicação prática para uma avaliação de garantia de preparo em uma sessão de TBL sobre _________. Os problemas devem envolver cenários clínicos realistas e desafiar os alunos a aplicarem seus conhecimentos na resolução de casos." Prompt para Gerar Caso Clínico Detalhado: "Crie um caso clínico detalhado para uma avaliação na disciplina de _________. O caso deve envolver um paciente __________ com _________ e _________ de no estágio II, localizado no _________. Inclua informações sobre a história clínica do paciente, incluindo comorbidades, medicações em uso, avaliação da __________, tratamentos prévios, exames laboratoriais relevantes e plano de cuidados atuais. Forneça detalhes sobre a avaliação física, diagnóstico, metas de cuidado e intervenções específicas para o caso." Prompt para Criar Avaliação de Aprendizagem Detalhada: "Desenvolva uma avaliação de aprendizagem abrangente para uma disciplina de _________. A avaliação deve incluir uma variedade de questões, como perguntas de múltipla escolha, questões dissertativas, estudos de caso e análises de vídeos clínicos. As questões devem abordar tópicos como _________, _________, _________ e intervenções terapêuticas. Forneça critérios de pontuação claros para cada tipo de questão, incluindo a avaliação do conhecimento teórico, habilidades de avaliação clínica, raciocínio clínico e formulação de planos de cuidado em _________." Dicas finais para um Bom Prompt Varie os tipos de prompts para estimular diferentes habilidades. Utilize o feedback das respostas para ajustar e aprimorar os prompts futuros. Super Dica:  Curadoria de prompts criado por dois docentes e pesquisadores em IA na educação da Wharton School. Inclui prompts para apoio à prática docentes e prompts para uso em sala de aula pelos estudantes no processo de aprendizagem e desenvolvimento de pensamento crítico. Acesse: www.moreusefullthings.com/prompts Com essas orientações e exemplos, você está pronto para explorar o potencial das Inteligências Artificiais Generativas na sua prática educacional em saúde. Experimente aplicar essas técnicas na criação de seus próprios prompts e descubra como a IA pode ser uma aliada poderosa no processo educacional em saúde.

  • World Café como ferramenta de ensino-aprendizagem ativa

    O World Café é um movimento global de conversação. Criada por Juanita Brown e David Isaacs, a técnica é muito útil para estimular a criatividade de um grupo por meio da interação e, assim, gerar (ou trazer à tona) sua inteligência coletiva. Baseado em sete princípios de design integrado , a metodologia do World Café é um formato simples, eficaz e flexível para hospedar o diálogo de grandes grupos. Pode ser modificado para atender a uma ampla variedade de necessidades. O contexto, número de participantes, objetivo, local e outras circunstâncias são levadas em consideração no convite, design e na escolha de perguntas exclusivos de cada evento, mas os cinco componentes a seguir compreendem o modelo básico: 1) Cenário: Crie um ambiente “especial”, geralmente modelado em formato um café/pub, ou seja, pequenas mesas redondas, com papel e canetas coloridas à disposição. Deve haver quatro cadeiras em cada mesa (idealmente) - e não mais que cinco. 2) Boas-vindas e introdução: O facilitador começa com uma recepção calorosa e uma introdução ao processo do World Café, definindo o contexto e deixando os participantes à vontade. 3) Rodadas de Pequenos Grupos: O processo começa com a primeira de três ou mais rodadas de 20 minutos para o pequeno grupo sentado ao redor de uma mesa. No final dos 20 minutos, cada membro do grupo passa para uma mesa diferente. Eles podem ou não optar por deixar uma pessoa como “anfitriã da mesa” (eu prefiro deixar) para a próxima rodada, que recebe o próximo grupo e os informa brevemente sobre o que aconteceu na rodada anterior. 4) Perguntas: cada rodada é antecedida por uma pergunta potente especialmente criada para o contexto específico e a finalidade desejada do World Café. As mesmas perguntas podem ser usadas por mais de uma rodada, ou podem ser construídas uma sobre a outra para focar a conversa ou orientar sua direção. Em cada conversa de 20 minutos, ao se sucederem, originam o fenômeno da “polinização cruzada”, isto é, a conexão coletiva de ideias e pontos de vista entre os participantes As pessoas são encorajadas a escrever, desenhar e rabiscar as ideias em cartolinas, post-its e até nas próprias toalhas de mesa (fica a dica ;). 5) Colheita: Após os pequenos grupos, os indivíduos são convidados a compartilhar idéias ou outros resultados de suas conversas com o restante do grupo grande. Como usar e aplicar o World Café? Ao fina, os resultados podem ser apresentados visualmente de várias maneiras, geralmente usando geração gráfica na frente da sala. Um app gratuito muito usado como auxílio para essa etapa chama-se Mentimeter (temos um post todinho sobre o app). O processo básico do World Café é simples e simples de aprender também. Desde quando o primeiro World Café aconteceu na Califórnia, em 1995, a utilização da abordagem foi sendo ampliada progressivamente. No site da comunidade global há um mapa com os registros dos Cafés pelo mundo: Mapa dos World Cafés pelo mundo. Fonte: The World Café #educar #metodologiasativas #starteducacao ____________________________ Compartilhe conhecimento nas suas redes sociais:

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