top of page

Resultados de busca

31 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Metodologia World Café: o que é e como usar na aprendizagem ativa

    O World Café é um movimento global de conversação. Criada por Juanita Brown e David Isaacs, a técnica é muito útil para estimular a criatividade de um grupo por meio da interação e, assim, gerar (ou trazer à tona) sua inteligência coletiva. Baseado em sete princípios de design integrado , a metodologia do World Café é um formato simples, eficaz e flexível para hospedar o diálogo de grandes grupos. Pode ser modificado para atender a uma ampla variedade de necessidades. O contexto, número de participantes, objetivo, local e outras circunstâncias são levadas em consideração no convite, design e na escolha de perguntas exclusivos de cada evento, mas os cinco componentes a seguir compreendem o modelo básico: 1) Cenário : Crie um ambiente “especial”, geralmente modelado em formato um café/pub, ou seja, pequenas mesas redondas , com papel e canetas coloridas à disposição. Deve haver quatro cadeiras em cada mesa (idealmente) - e não mais que cinco. 2) Boas-vindas e introdução : O facilitador começa com uma recepção calorosa e uma introdução ao processo do World Café, definindo o contexto e deixando os participantes à vontade. 3) Rodadas de Pequenos Grupos : O processo começa com a primeira de três ou mais rodadas de 20 minutos para o pequeno grupo sentado ao redor de uma mesa. No final dos 20 minutos, cada membro do grupo passa para uma mesa diferente . Eles podem ou não optar por deixar uma pessoa como “anfitriã da mesa” (eu prefiro deixar) para a próxima rodada, que recebe o próximo grupo e os informa brevemente sobre o que aconteceu na rodada anterior. 4) Perguntas : cada rodada é antecedida por uma pergunta potente especialmente criada para o contexto específico e a finalidade desejada do World Café. As mesmas perguntas podem ser usadas por mais de uma rodada, ou podem ser construídas uma sobre a outra para focar a conversa ou orientar sua direção. Em cada conversa de 20 minutos, ao se sucederem, originam o fenômeno da “ polinização cruzada ”, isto é, a conexão coletiva de ideias e pontos de vista entre os participantes As pessoas são encorajadas a escrever, desenhar e rabiscar as ideias em cartolinas, post-its e até nas próprias toalhas de mesa (fica a dica ;). 5) Colheita : Após os pequenos grupos, os indivíduos são convidados a compartilhar idéias ou outros resultados de suas conversas com o restante do grupo grande. Como usar e aplicar o World Café? Ao fina, os resultados podem ser apresentados visualmente de várias maneiras, geralmente usando geração gráfica na frente da sala. Um app gratuito muito usado como auxílio para essa etapa chama-se Mentimeter (temos um post todinho sobre o app). O processo básico do World Café é simples e simples de aprender também. Desde quando o primeiro World Café aconteceu na Califórnia, em 1995, a utilização da abordagem foi sendo ampliada progressivamente. No site da comunidade global há um mapa com os registros dos Cafés pelo mundo: Mapa dos World Cafés pelo mundo. Fonte: The World Café #educar #metodologiasativas #starteducacao ____________________________ Compartilhe conhecimento nas suas redes sociais:

  • Aprendizagem Baseada em Problema (PBL) x Problematização: você sabe a diferença?

    Eu começo com a pergunta que ao meu ver, é uma das maiores dúvidas entre os educadores que estão começando os estudos sobre metodologias ativas. Com certeza você já ouviu falar em Problem-based Learning (PBL) ou Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP)... e fica pensando onde entra o Arco de Maguerez, a problematização e Paulo Freire??? A primeira certeza é: são "coisas" diferentes! A Problematização tem origem na obra de Paulo Freire e os problemas são identificados pelos alunos através da sua observação da realidade , ou seja, a realidade é problematizada pelos alunos. Já na PBL, as situações-problemas são propostas pelo professor para os alunos resolverem. Na PBL as hipóteses são criadas pelos alunos antes do estudo propriamente dito, desta forma o professor procura estimular e considerar os conhecimentos que os alunos já possuem. Por outro lado, na Problematização os estudantes analisam as prováveis causas do problema que será estudado onde envolverá suas relações na sociedade e as hipóteses são criadas apenas após o problema ser estudado. Na Problematização os alunos trabalham a todo momento em grupos, considerando o Arco de Maguerez com a supervisão do professor, contudo na PBL o grupo inicia o reconhecimento do problema, separam-se para um momento de estudo individual e retorna para rediscussão, não permanecendo o tempo todo junto. Método do Arco de Maguerez, adaptado a partir de Bordenave, 1998. Na Problematização , os resultados necessariamente devem ter uma ação de intervenção na realidade do aluno a partir das soluções encontradas pelos alunos sobre o problema em questão. Vale destacar que a PBL não é simplesmente a solução de um problema que o professor propôs, nesta metodologia os alunos enxergam as suas reais necessidades para um aprendizado significativo, onde tentam compreender o problema com uma visão mais crítica para aplicar e sintetizar informações ao problema, sendo assim esta metodologia fará com que os alunos trabalhem efetivamente em grupo na melhor e mais adequada solução. Na PBL as situações-problemas são elaboradas visando a aprendizagem dos alunos sobre determinados temas escolhidos por uma comissão/grupo de educadores designados para compor o currículo. Existe ainda uma distinção curricular entre as duas. A Problematização nem sempre é apropriada para a aprendizagem de todos os conteúdos, funcionando como uma opção para o educador ensinar determinados temas de uma disciplina. Por outro lado, a PBL seria uma opção de todo um corpo docente , visto que a proposta direcionaria toda a organização curricular. O currículo baseado na PBL apresenta uma mudança radical. As disciplinas tal como as conhecemos nos currículos, desaparecem. Os conteúdos são visitados várias vezes e aprofundados conforme a necessidade para lidar com determinada situação-problema. A dificuldade de inserir a PBL no ensino básico no Brasil está relacionada à legislação brasileira. Diferente do que acontece em países como os Estados Unidos, quem decide os moldes da educação é o governo federal. Ainda que haja diálogos com as instâncias estaduais e municipais, elas estão submetidas às decisões da União e o currículo deve seguir as diretrizes dos “Parâmetros Curriculares Nacionais” (PCNs). Ufa! Haja informação... A fim de exemplificar, aqui vai uma síntese com as diferenças: Problem-based Learning ( PBL ) Situação-problema planejados para a aprendizagem; Referências específicas e livres; Aluno central ao processo - professor facilitador (tutor) Prática em laboratórios multifuncionais; Aprender a aprender Problematização Problemas oriundos da realidade; Referências livres; Aluno central ao processo - professor instrutor e comunidade participante; Prática em cenários reais; Aprender fazendo. Tem uma postagem no blog descrevendo o passo a passo da aplicação da PBL na sala de aula e ainda você pode baixar um guia gratuitamente. Veja aqui esse conteúdo prático! #educar #metodologiasativas #starteducacao #PBL #paulofreire #ensinodisruptivo ____________________________ Gostou?! Compartilhe conhecimento nas suas redes sociais:

  • MOOC gratuitos de educação e aprendizagem

    MOOCs da categoria educação e aprendizagem Esta é uma lista de MOOCs gratuitos sobre educação e aprendizagem. Todos esses MOOCs permitem que uma pessoa aprenda de graça. Todos os cursos listados estão relacionados à educação e podem ajudar uma pessoa motivada a obter conhecimentos importantes para uma melhorar conhecimento e habilidades sobre didática, gestão educacional e comunicação. Um MOOC é um curso on-line aberto massivo. Cada MOOC é um curso online voltado para participação ilimitada e acesso aberto via web. Além dos materiais tradicionais do curso, como palestras filmadas, leituras e conjuntos de problemas, muitos MOOCs fornecem fóruns de usuários interativos para apoiar as interações da comunidade entre alunos, professores e assistentes de ensino. ( Página MOOCs da Wikipédia ) A lista contém apenas cursos online que não exigem nenhum pagamento dos alunos para fazer o curso. Alguns dos certificados exigem pagamento, mas todos os listados aqui serão, no mínimo, gratuitos para os alunos se inscreverem e concluírem. Todos os MOOCs listados estarão relacionados a aprendizagem, metodologias ativas, comunicação, criatividade, neurociência na educação e ciências cognitivas. #educaçãoaberta #educação #ead #activelearning #tecnologiaeducacional MOOCs de educação disponíveis para serem realizados agora ou no futuro Curadoria da autora (para você ; ) Segue uma lista caprichada para você aproveitar o que há de mais criativo e inovador na área da educação dentre os cursos MOOCs: Líderes de Aprendizagem - Harvard University Pensamento Criativo - Pontificia Universidad Javeriana da Colombia Storytelling para mudança social - University of Michigan O que funciona na educação: políticas de educação baseadas em evidências - Inter-American Development Bank (BID) Introdução às tecnologias para educação - Universitat Politècnica de València, Espanha Planejamento didático por competências - Universidad Anáhuac, México Métodos de pesquisa qualitativa: codificação e análise de dados - Massachusetts Institute of Technology (MIT) Design Thinking para Liderar e Aprender - Massachusetts Institute of Technology (MIT) Usando e-mail para network em inglês - University of Washington Introdução à Educação Aberta - University of Texas Arlington Sinapses, Neurônios e Cérebros - Hebrew University of Jerusalem Conversas eficazes em sal de aula - Stanford University Tornar o pensamento visível: usando a avaliação formativa para transformar o ensino e a aprendizagem - Stanford University Excelência em Ensino Online - Johns Hopkins University Fundamentos do Ensino para a Aprendizagem: Planejando o Ensino e a Aprendizagem - Commonwealth Education Trust Envolvendo os alunos por meio da Aprendizagem Cooperativa - Stanford University Aqui estão alguns sites que oferecem MOOCs gratuitos cobrindo vários tópicos: Khan Academy Coursera EdX Udacity Future Learn Udemy Stanford on-line Adicione um MOOC relacionado à educação e aprendizagem a esta lista Se você conhece um MOOC relacionado à educação e aprendizagem que é gratuito para os alunos, informe-nos enviando um e-mail para [ contato.starteducacao@gmail.com ] Sobre a edX (sim... tenho a minha preferida!) Em 2012, enquanto a Internet possibilitava inovação em escala em uma vasta gama de setores, o ensino superior alcançava apenas uma pequena fração das mentes curiosas do mundo. Uma tarde, em um laboratório do MIT, o professor Anant Agarwal e seus colegas do MIT e de Harvard esboçaram um experimento de longo alcance: uma plataforma que ofereceria seus cursos online, gratuito , com REA a qualquer pessoa à altura do desafio. Três compromissos com o mundo têm fundamentado o edX desde o primeiro dia: Aumentar o acesso à educação de alta qualidade para todos, em qualquer lugar; Aprimorar o ensino e a aprendizagem no presencial e online; Ensino e aprendizagem avançadas por meio da pesquisa. A Educação Aberta defende que todos os indivíduos têm o potencial de criar mudanças, seja em sua vida, em sua comunidade ou no mundo. O poder transformador da educação é o que desbloqueia esse potencial. No entanto, o acesso à educação de alta qualidade tem sido um privilégio de poucos. Grandes universidade do mundo se conectaram para mudar o que era “para alguns” e tornar “para todos” . Ao abrir a sala de aula por meio do aprendizado online, o edX capacita milhões de alunos a liberarem seu potencial e se tornarem agentes de mudança. Hoje , as parcerias da plataforma incluem aulas de universidade como Berkeley of California, The University of Texas System, Boston e Maryland. Essas são algumas entre as mais de 160 universidades membro. Comente aqui também se você tem algum curso MOOC "fora da caixa" que você conheça ; )

  • Gamificação x Aprendizagem Baseada em Jogos: Você sabe a diferença?

    A gamificação e a Game based learning (GBL) ou aprendizagem baseada em jogos são abordagens distintas, embora ambas estejam relacionadas ao uso de elementos de jogo no contexto educacional. Aqui estão as principais diferenças entre gamificação e aprendizagem baseada em jogos: Um resumo muito conhecido descrito por Kapp (2012): “Gamificação é o uso de mecânicas, estética e pensamentos dos games para envolver pessoas, motivar a ação, promover a aprendizagem e resolver problemas”. A Aprendizagem Baseada em Jogos é uma metodologia que permite a criação e uso de games para finalidades didáticas . Óbvio que, mesmo tendo como missão facilitar a aprendizagem, os jogos não perdem seu caráter lúdico e desafiador, despertando a curiosidade e o interesse por parte dos estudantes. Dividimos as diferenças em 5 seções: Escopo e Abordagem Objetivos Design Complexidade Tempo de implementação Escopo e Abordagem: Gamificação: Envolve a incorporação de elementos de jogo, como pontos, distintivos/emblemas, classificações e desafios, em contextos não relacionados a jogos para motivar e envolver os participantes. Pode ser aplicada a uma ampla variedade de atividades e não requer a criação de um jogo completo. Aprendizagem Baseada em Jogos: Centra-se na utilização de jogos completos ou simulações para facilitar a aprendizagem. Os jogos são projetados com objetivos educacionais específicos e proporcionam uma experiência imersiva para os participantes. Objetivos: Gamificação: Geralmente, tem como objetivo motivar, engajar e recompensar os participantes em atividades não relacionadas a jogos, como treinamento corporativo, educação formal, ou até mesmo em aplicativos e websites. Aprendizagem Baseada em Jogos: O principal objetivo é proporcionar um ambiente de aprendizagem onde os participantes possam adquirir conhecimentos e habilidades específicos por meio da interação com o jogo. Um ótimo exemplo de games comerciais aplicados à educação é o Minecraft. Criado em 2009, virou rapidamente febre entre o público infantojuvenil. A plataforma apresenta ótima jogabilidade e uso ilimitado, o que levou muitos professores a explorar o jogo em sala de aula. Em 2016 o jogo recebeu uma nova versão, “Minecraft: Education Edition”, onde os cenários fictícios foram substituídos por réplicas do mundo real. Atualmente, o jogo alcança aulas no ensino superior e na educação corporativa. Design: Gamificação: Pode ser incorporada em sistemas existentes, muitas vezes de maneira superficial, adicionando elementos de jogo para tornar as atividades mais envolventes. Aprendizagem Baseada em Jogos: Requer um design mais elaborado e específico para criar uma experiência de jogo completa, considerando narrativa, mecânicas de jogo e desafios que estejam alinhados com os objetivos de aprendizagem. Complexidade: Gamificação: Geralmente é menos complexa do que a criação de um jogo completo. Os elementos de jogo são adicionados para tornar a experiência mais atraente, mas o foco principal pode permanecer na atividade principal. Aprendizagem Baseada em Jogos: Pode envolver o desenvolvimento de jogos complexos, com níveis, personagens, enredos e desafios, para garantir uma experiência de aprendizagem imersiva e eficaz. Tempo de Implementação: Gamificação: Pode ser implementada mais rapidamente, uma vez que envolve a adição de elementos de jogo a sistemas existentes. Aprendizagem Baseada em Jogos: Geralmente requer mais tempo e recursos para o desenvolvimento de jogos personalizados e alinhados aos objetivos educacionais. Ambas as abordagens têm seu lugar e podem ser escolhidas com base nos objetivos específicos de aprendizagem e nas preferências dos participantes. Gamificação é muitas vezes usada em situações em que a implementação de um jogo completo pode não ser viável, enquanto a Aprendizagem Baseada em Jogos é escolhida quando se busca uma experiência de aprendizagem mais imersiva e focada. Veja a videoaula (9'51'') em que explico sobre Gamificação aplicado ao ensino Mas será que só esses aspectos são justificáveis para utilizarmos a estratégia de gamificação na educação? Antes de você ficar na dúvida, vamos entender como os jogos podem auxiliar nosso cérebro. Retenção da aprendizagem: o jogo aumenta a excitação, é o que a Dra. Amy FT Arnsten, professora de neurobiologia e psicologia da Universidade de Yale, afirma. Segundo ela, o córtex pré-frontal (PFC), região que direciona e sustenta a atenção, necessita de doses de estímulos para que consiga aumentar a atenção quando recebe informações relevantes e filtrar as distrações. Assim, uma informação emocionalmente excitante possibilita uma melhor codificação da memória, ou seja, da retenção e recuperação de informações. O aprendente é envolvido e cativado, preparando-se e disponibilizando-se a aprender. Processo de aprendizagem: o córtex pré-frontal tem um limite, que exaure sempre que precisamos focar nossa atenção para algo como aprender. Quando chegamos a esse limite ficamos cansados e nos dispersamos. Pesquisadores afirmam que ações que quebram a rotina de uma tarefa auxiliam a capacidade de se concentrar na tarefa por período maior. Ou seja, a mudança de uma tarefa principal para uma segunda pode melhorar o desempenho na tarefa principal. Considerações Finais Gamificação é a utilização de um ou mais elementos dos jogos para comunicar/transmitir alguma informação ou conhecimento. O uso de jogos no contexto educacional possibilita a motivação, maior engajamento e disponibilidade do aluno no processo de ensino-aprendizagem. Entre os benefícios do uso de jogos na educação podemos verificar: processo de ensino-aprendizagem, a retenção da aprendizagem relacionada à memória e a participação e eficácia da aprendizagem. Referências: Ghai, A., Tandon, U. Integrando Gamificação e Design Instrucional para Melhorar a Usabilidade da Aprendizagem Online. Educ Inf Technol 28, 2187–2206 (2023). https://doi.org/10.1007/s10639-022-11202-5 Hussein H, Zamzami Z, Kingsley O, Robin RM, Xiao H, Samuel Kai WC, Samira H. Melhorar o ensino e a literacia em saúde sexual com jogos sérios e intervenções de gamificação: uma perspectiva para os resultados de aprendizagem dos alunos e as diferenças de género. Interactive Learning Environments,31:4,2392-2410 (2023). https://doi.org/10.1080/10494820.2021.1888754 Jaskari, M.-M., & Syrjälä, H. Um estudo de métodos mistos das motivações e elementos de gamificação dos estudantes de marketing. Journal of Marketing Education, 45(1), 38-54 (2023). https://doi.org/10.1177/02734753221083220 Kapp, K M. The gamification of learning and instruction: game-based methods and strategies for training and education. San Francisco: Pfeiffer, 2012. Nietfeld,JL; Sperling, RA; Young TM. Mais do que apenas diversão e jogos: o papel dos jogos na educação superior para apoiar a aprendizagem autorregulada. Novos rumos para ensino e aprendizagem, 2023. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/tl.20547

  • Verbos de Taxonomia de Bloom revisada

    Os objetivos de aprendizagem são descrições que comunicam claramente o que os alunos devem alcançar e demonstrar após a conclusão de uma experiência ou intervenção educacional. Com o objetivo de facilitar a organização e criar um vocabulário comum, em 1948 a Associação Norte Americana de Psicologia (American Psycological Association) iniciou uma força tarefa para criar a Taxonomia dos Objetivos Educacionais. Esse projeto foi coordenado por Benjamin Samuel Bloom e ao ser finalizado em 1956 ficou conhecido como Taxonomia de Bloom . Basicamente é uma classificação de objetivos de conhecimento e habilidades intelectuais (domínio cognitivo) e comportamentos (domínio afetivo). Como outras taxonomias, é hierárquico (como uma escada), o que significa que: O aprendizado em níveis mais altos depende da obtenção de conhecimentos e habilidades anteriores em níveis mais baixos. Existem "3 tipos de escadas": Taxonomia de Bloom do Domínio Cognitivo É estruturada em níveis de complexidade crescente - do mais simples ao mais complexo - e isso significa que, para adquirir uma nova habilidade pertencente ao próximo nível, o aluno deve ter dominado e adquirido a habilidade do nível anterior. Ou seja, só após conhecer um determinado assunto alguém poderá compreendê-lo e aplicá-lo. Nesse sentido, a taxonomia não é apenas um esquema para classificação, mas uma possibilidade de organização hierárquica dos processos cognitivos de acordo com níveis de complexidade e objetivos do desenvolvimento cognitivo desejado e planejado. A proposta de taxonomia de objetivos educacionais foi revista em 2001, por Lorin Anderson e David Krathwohl, trocando substantivos por verbos e elevando a ação criativa ao mais alto grau na hierarquia. De um modo bem prático, segue uma tabela do Domínio Cognitivo da Taxonomia de Bloom revisada organizada em seis níveis, para facilitar a escolha do verbo a ser utilizado/aplicado em função do comportamento esperado: Conhecimento - Refere-se à habilidade do estudante em recordar, definir, reconhecer ou identificar informação específica, a partir de situações de aprendizagem anteriores; Compreensão - Refere-se à habilidade do estudante em demonstrar compreensão pela informação, sendo capaz de reproduzir a mesma por ideias e palavras próprias; Aplicação - Refere-se à habilidade do estudante em recolher e aplicar informação em situações ou problemas concretos; Análise - Refere-se à habilidade do estudante em estruturar informação, separando as partes das matérias de aprendizagem e estabelecer relações, explicando-as entre as partes constituintes; Avaliação - Refere-se à habilidade do estudante em fazer julgamentos sobre o valor de algo (produtos, ideias, etc.) tendo em consideração critérios conhecidos; Criação - Refere-se à habilidade do estudante em estruturar informação de várias fontes, formando um produto novo. Exemplos de objetivos de aprendizagem cognitivos adaptados: Se você aprende melhor vendo e ouvindo, dê um play nesta videoaula de 12'42'' sobre Como escrever objetivos de aprendizagem a partir da taxonomia de Bloom Videoaula com Isadora Souza | Canal Start Educação | Taxonomia de Bloom do Domínio Psicomotor A aquisição de habilidades é sequencial e progressiva em um nível contínuo. Taxonomia de Bloom do Domínio Afetivo Conhecido também como Metas Comportamentais (Domínio Comportamental) Bloom e colaboradores descreveram em paralelo em 1956 outra taxonomia afetiva de cinco níveis de complexidade crescente de comportamento: Prontidão, abertura : reconhecendo que existe Receptivo: reativo e responde com atitudes de busca Avaliativo : aprecia e valoriza positivamente Integrado : incorpora e prioriza dentro de seu comportamento Tomar posse : tornou-se seu na vida cotidiana No desenho e planeamento de uma intervenção educativa é muito importante que os objetivos estejam alinhados com as metodologias e avaliação. Para analisar o grau de coerência, uma matriz de três itens pode ser preenchida com os objetivos, métodos e avaliação: Tanto os métodos quanto a avaliação da aprendizagem devem ser coerentes e alinhados e de acordo com os objetivos de aprendizagem. Em resumo, para formular objetivos de aprendizagem eficazes, é necessário focar em: Relevância (evite o trivial); Fácil de entender por todos, expressando claramente o que precisa ser aprendido; Uma ação demonstrável do estudante; Mensurável (mensurável) Realista e relevante ao nível de formação ou amadurecimento do aprendiz; Taxonomias são classificações hierárquicas que facilitam a estruturação dos objetivos. Aprender nos níveis mais altos depende de ter obtido conhecimentos e habilidades anteriores nos níveis mais baixos; É essencial manter os objetivos de aprendizagem alinhados com as metodologias (atividades) e a avaliação. Aprendi com: BLOOM, B. S. et al. Taxonomy of educational objectives. New York: David Mckay, 1956. 262 p. FERRAZ, Ana Paula do C. M. e BELHOT, Renato V.. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Gest. Prod., São Carlos, v. 17, n. 2, p. 421-431, 2010. KRATHWOHL, David R. A Revision of Bloom's Taxonomy: An Overview, Theory Into Practice, 41:4, 212-218, 2002.

  • Melhores dicas para usar em uma Avaliação por Rubrica

    As rubricas podem ser excelentes ferramentas para avaliar o trabalho dos estudantes por vários motivos. Você pode considerar usar rubricas se: Você se vê reescrevendo os mesmos comentários em várias tarefas de alunos diferentes; O tempo despendido para devolutivas é alto e escrever comentários ocupa muito do seu tempo; Os alunos questionam você repetidamente sobre os requisitos da tarefa, mesmo depois que você devolve a tarefa corrigida; Você se pergunta se está avaliando ou comentando de forma equitativa no início, no meio e no final de uma sessão de avaliação; Você tem uma equipe de avaliadores e deseja garantir a validade e a confiabilidade entre avaliadores. Você pode ler o artigo completo ou acessar os trechos que mais te interessam: O que é uma rubrica? Rubricas holísticas Rubricas analíticas Rubrica: por que utilizá-las na Educação à Distância (EaD) Como as rubricas são apresentadas? Como construir uma rubrica? Rubrica: Como e onde registrar os pontos/notas? Cuidado! Essas armadilhas podem atrapalhar o uso de Rubrica O que é uma Rubrica? Uma rubrica é uma estrutura que estabelece critérios e padrões para diferentes níveis de desempenho e descreve como seria o desempenho em cada nível. Dica: A forma correta de escrita da palavra é rubrica. A palavra “rúbrica” (com acento), embora seja muito utilizada, está errada. A palavra correta é rubrica, uma palavra paroxítona, com a sílaba bri como sílaba tônica. Pode ser utilizada para qualquer tipo de trabalho avaliativo, de escrito a oral e visual. Ela pode ser usada para marcar tarefas, participação em aula ou notas gerais. Existem dois tipos de rubricas: holísticas e analíticas. Rubricas holísticas As rubricas holísticas agrupam vários critérios de avaliação diferentes e os classificam em categorias ou níveis de desempenho. Exemplo de rubrica holística: Remixado de Rubricas: ferramentas úteis de avaliação. Centro de Excelência em Ensino, Universidade de Waterloo. Rubricas analíticas As rubricas analíticas separam diferentes critérios de avaliação e os abordam de forma abrangente. Em uma rubrica de avaliação horizontal, o eixo superior inclui valores que podem ser expressos numericamente ou por letras, ou uma escala de Excepcional a Ruim (ou Profissional a Amador, e assim por diante). O eixo lateral inclui os critérios de avaliação para cada componente. As rubricas analíticas também podem permitir diferentes ponderações para diferentes componentes. Exemplo de rubrica analítica: Rubrica: Por que utilizá-las na Educação à Distância (EaD)? As rubricas têm sido frequentemente usadas na educação para classificar o trabalho dos estudantes e, nos últimos anos, têm sido aplicadas na avaliação para tornar transparente o processo de síntese de evidências em um julgamento avaliativo geral. Na Educação à Distância, a prática avaliativa ainda é, muitas vezes, tradicional e subjetiva. De forma geral, avalia-se para obter nota, aprovar, mensurar e certificar. Diante disso, faz-se necessário buscar alternativas que superem este quadro. Rubricas possibilitam avaliar o desempenho dos aprendizes por meio de critérios específicos, de forma clara e objetiva. Esses critérios são apresentados antecipadamente aos participantes para que eles conheçam exatamente os aspectos que estão sendo avaliados em suas atividades. Os estudantes, ao terem clareza de como serão avaliados, ficarão mais comprometidos com a proposta e terão mais chances de desenvolver um trabalho dentro do esperado pelo professor/facilitador. Uma ideia para tornar a avaliação mais estimulante é colocar os critérios apresentados na rubrica como metas a serem atingidas. Como as rubricas são apresentadas? São apresentadas, na maioria das vezes, em formato de tabela; Contêm critérios de avaliação; Possuem definições de qualidade para esses critérios em níveis particulares de realização; Possuem estratégias de pontuação Uma única rubrica pode ser desenvolvida para o desempenho geral ou várias rubricas podem ser desenvolvidas, cada uma para um aspecto do desempenho do estudante. Os níveis de desempenho que podem ser genéricos, usando rótulos que podem ser aplicados a qualquer coisa (por exemplo, de 'Muito ruim' a 'Excelente') ou personalizados para a situação específica (por exemplo, 'Prejudicial' a 'Altamente eficaz'). Uma rubrica também pode ser conhecida como uma escala de avaliação global. Como construir uma rubrica? Defina quais critérios ou elementos essenciais devem estar presentes no trabalho do aluno para garantir que ele seja de alta qualidade. Nesse estágio, você pode até considerar a seleção de exemplos de trabalhos exemplares da turma que podem ser mostrados aos alunos ao definir as tarefas. Decida quantos níveis de desempenho você incluirá na rubrica e como eles se relacionarão com a definição de notas de sua instituição, bem como com seu próprio esquema de notas. Para cada critério, componente ou elemento essencial da qualidade, descreva em detalhes como é o desempenho em cada nível de realização. Deixe espaço para comentários adicionais personalizados ou impressões gerais e uma nota final. Rubrica: Como e onde registrar os pontos/notas? A Rubrica, além de ser utilizada para descrever os critérios de avaliação, também pode ser uma ferramenta para o registro de pontos ou notas, a partir dos critérios atingidos pelos estudantes. Um exemplo de ferramenta que possibilita criar uma Rubrica online é o Rubistar. Neste vídeo, te ensino como utilizar a ferramenta: Fonte: Canal Start Educação no YouTube Cuidado! Essas armadilhas podem atrapalhar o uso de Rubrica Não testar as rubricas antes de utilizá-las Se possível, as rubricas devem primeiro ser testadas em simulação ou em campo, e discutidas com os projetos ou disciplinas que estão sendo avaliados, a fim de criar uma compreensão das expectativas desde o início. Falta de clareza e coerência nos enunciados das pontuações Verifique se os critérios em cada nível estão definidos com clareza suficiente para garantir que a pontuação seja precisa, imparcial e consistente. Certifique-se de que vários avaliadores possam usar a rubrica e pontuar o desempenho dentro do mesmo intervalo. Desalinhamento com os legítimos objetivos de aprendizagem Garantir que os critérios e expectativas da rubrica estejam diretamente alinhados com os objetivos gerais do projeto e da organização. Rubricas sobre as quais as pessoas são julgadas, especialmente se a remuneração relacionada ao desempenho estiver vinculada à avaliação, podem ter uma grande influência na maneira como as pessoas trabalham. Isso pode criar incentivos perversos para focar nas pontuações das rubricas em vez dos objetivos do projeto, a menos que os dois estejam cuidadosamente alinhados. Evitar uma segunda opnião quando estiver criando as rubricas Envolva pessoas relevantes no desenvolvimento das rubricas para garantir que todos os critérios importantes tenham sido incluídos e que a rubrica seja vista como legítima por aqueles que usarão seus resultados. Utilizar somente Rubricas para avaliar o aprendizado dos participantes Considere o uso de avaliações intermediárias com projetos ou disciplinas para verificar o progresso. Isso pode evitar surpresas problemáticas tanto para o avaliador quanto para os projetos que estão sendo avaliados quando a avaliação final for feita, e pode abordar questões de desempenho antecipadamente, melhorando assim os resultados gerais. Dica bônus sobre rubrica BetterEvaluation é uma colaboração internacional para melhorar a prática e a teoria da avaliação. A comunidade organizou informações sobre como escolher e usar métodos e processos de avaliação, incluindo a gestão de estimativas e o fortalecimento da capacidade de avaliação. O grupo visa produzir melhorias significativas na avaliação por meio de seus três elementos centrais integrados: Uma plataforma de conhecimento (betterevaluation.org) Atividades discretas de fortalecimento de capacidade com associações parceiras Projetos de pesquisa e inovação O site está originalmente em Inglês, mas no canto superior à direita da página é possível escolher outros idiomas, incluindo o português. Referências: Rubricas: ferramentas úteis de avaliação . Centro de Excelência em Ensino, Universidade de Waterloo. https://uwaterloo.ca/centre-for-teaching-excellence/teaching-resources/teaching-tips/assessing-student-work/grading-and-feedback/rubrics-useful-assessment-tools#Appendix-A-Sample-Holistic-Rubric Centro de Pesquisa Avançada em Aquisição de Linguagem (CARLA). (2012). Processo: Criação de rubricas . Acessado por http://www.carla.umn.edu/assessment/vac/Evaluation/p_7.html Davidson, EJ (2004) Fundamentos da Metodologia de Avaliação: As Porcas e Parafusos da Avaliação de Som. Beverly Hills, CA: Sage Publications. Te ajudou? Então compartilhe para ajudar mais pessoas.

  • 6 Tendências da Educação Ativa do futuro

    Todos os anos esse post é atualizado após uma pesquisa ampliada com informações não só do Brasil, mas também mundiais. E o que temos comprovado nesses 5 anos, é que nossas pesquisas não falam. Veja abaixo as 6 tendências em educação a serem observadas em 2024: O ensino em todo o mundo está prestes a ser impactado devido ao avanço da tecnologia. A tecnologia irá desempenhar um papel fundamental na educação, entrega, distribuição de conteúdo e avaliação dos alunos. A educação é um dos segmentos mal atendidos que podem ser aprimorados com a ajuda da adoção da tecnologia. Ela pode ajudar o educador a tornar o ensino dinâmico, relevante e conectado ao mundo real ou prático. Aqui está a lista de tendências que moldará a Educação Ativa no ano vindouro: 1- Intervenção Baseada na Comunidade: Aprendizagem Autodirigida Cada revolução industrial mudou a natureza do trabalho e dos empregos de maneiras surpreendentes. A atual 4ª Revolução Industrial poderá ter um impacto incrível em 50% dos empregos, uma vez que o enorme progresso tecnológico leva a mudanças na forma como as pessoas realizam o seu trabalho. Os profissionais que desejam permanecer competitivos em seu ambiente precisarão se requalificar constantemente. Não podem presumir que a educação que obtiveram na primeira metade da sua carreira profissional será tudo o que necessitam para o resto da sua vida profissional. Em vez disso, a obtenção de um diploma deve ser seguida de aprendizagem contínua. Isso exige que as instituições criem uma mentalidade de autodesenvolvimento em seus alunos, bem como em seus professores e funcionários. As salas de aula devem deixar oportunidades para o ensino de habilidades de autoaprendizagem para que os alunos possam continuar a aprender e se envolver nas áreas escolhidas. As escolas que aprendem a dominar estas competências, no entanto, têm a oportunidade de permanecer ligadas aos seus ex-alunos ao longo das suas carreiras. Podem oferecer cursos de aprendizagem contínua que manterão os seus antigos alunos envolvidos com os novos desenvolvimentos nas suas áreas e garantirão que continuem a regressar à escola para obterem o apoio e a educação de que necessitam. Isto oferece oportunidades para as escolas crescerem à medida que criam novos programas e oportunidades de aprendizagem de adultos para ajudar os seus ex-alunos a prosperar num espaço profissional em mudança. À medida que a tecnologia muda a sociedade, tem um impacto dramático na forma como as pessoas ganham e se preparam para as suas carreiras profissionais. As instituições que aprenderem a permanecer no topo destas mudanças posicionar-se-ão para o crescimento e o sucesso. Considere como estas tendências podem impactar a educação e o que elas significam para o avanço das instituições de ensino superior. 2- Educação Experiencial e Aprendizagem Adaptativa Estamos vendo uma mudança em direção à aprendizagem experiencial – ensinando os aprendizes por meio de experiência prática, em vez de apenas por meio de livros didáticos e palestras. Isto pode assumir muitas formas, desde viagens de campo a estágios e projetos de serviço. Esse tipo de ensino permite que os alunos apliquem o que aprenderam em situações do mundo real e os ajuda a reter informações melhor do que os métodos de ensino tradicionais. A aprendizagem adaptativa baseia-se na ideia de que cada aluno aprende de forma diferente e ao seu próprio ritmo, pelo que os professores devem utilizar métodos diferentes para chegar a cada aluno individualmente. Esta forma de aprendizagem individualizada pode preparar os alunos para empregos no futuro e equipá-los com competências que desenvolvam a sua resiliência e competências. 3- Ensino Híbrido O aprendizado combinado (ou híbrido) é mais do que tablet na sala de aula e aplicativos animados para manter os alunos com conhecimento em tecnologia estimulados e interessados. É um modo de aprendizado que é a única resposta se queremos manter todos os benefícios do aprendizado presencial com a flexibilidade do aprendizado personalizado. O aprendizado híbrido permite alinhar muitos horários divergentes, combinando ritmos variados de diferentes alunos e uma variedade de tipos de conteúdo. Ainda assim, é crucial que o educador forneça instruções e feedback sobre a navegação nessas atividades. 4- Gamificação da Educação A gamificação tem sido uma palavra de ordem imensa há anos, mas as possibilidades dessa abordagem são frequentemente descartadas como superficiais, porque são amplamente mal compreendidas. Pulverização de jogos aqui e ali para aumentar o engajamento ou recompensar os alunos por serem pacientes não é o objetivo da gamificação. Devemos lembrar que o aprendizado é inerentemente divertido - o cérebro humano está preparado para responder positivamente à descoberta, reconhecimento de padrões, risco e representação de papéis. O aprendizado se torna entediante quando deixa de ser dinâmico, divertido e orientado à descobertas e se torna algo que é feito para os alunos. As semelhanças fundamentais de aprendizado e jogos são exploração, reconhecimento de padrões, descoberta e senso de progresso. A educação gamificada não passa de um aprendizado que recuperou todas essas coisas. Competitividade, cooperação, tomada de decisão, escolhas de troca, feedback imediato, o progresso que é uma recompensa em si e a alegria no processo de aprendizado são os destaques do aprendizado adequadamente gamificado. Os alunos encontram satisfação em aumentar seus conhecimentos em vez de "obter" uma nota. Eles aprendem porque é uma coisa divertida de se fazer, e não por chegar ao ponto em que sabem disso e aquilo. Assim como jogamos para nos divertir - para não terminar o jogo o mais rápido possível ou obter uma pontuação impressionante. 5- Facilitar a aprendizagem vs Ensinar À medida que a tecnologia cresceu, também mudou a forma como os professores se relacionam com os estudantes e as salas de aula. Com uma riqueza de informações ao seu alcance, os aprendizes hoje têm as ferramentas para descobrir uma enorme quantidade de fatos e conhecimentos de forma independente. Neste ambiente, muitos estudantes valorizam menos um método de entrega de cima para baixo. Em vez disso, os professores funcionam agora mais num papel facilitador. Seu trabalho evoluiu lentamente para uma posição em que ajudam os alunos a compreender como aprender, a amar aprender e como descobrir e compreender as informações que encontram. Isto pode apresentar alguns desafios para os professores, que devem desenvolver as suas próprias competências interpessoais de liderança e resolução de problemas. Eles devem aprender como promover conversas e criar um ambiente que valorize o trabalho em equipe. Os melhores professores serão aqueles que puderem ajudar os estudantes a se apropriarem de sua aprendizagem. À medida que os professores se envolvem mais no processo de aprendizagem do aluno, também se encontrarão em posição de receber feedback imediato sobre a sua eficácia no ensino. Sua capacidade de nutrir e facilitar essas habilidades em sala de aula se tornará óbvia rapidamente à medida que a turma avança no material. Os professores que desejam focar mais no desenvolvimento dos alunos, em vez de simplesmente na entrega de conhecimento, acharão este novo modelo extremamente gratificante. 6- Treinamento em Realidade Virtual A realidade virtual pode ser usada para aprimorar o aprendizado e o envolvimento dos alunos. A educação em RV pode transformar a maneira como o conteúdo educacional é entregue. Ela trabalha com a premissa de criar um mundo virtual - real ou imaginário - e permite que os usuários não apenas o vejam, mas também interajam com ele. Estar imerso no que se está aprendendo motiva o aluno a entendê-lo completamente. Isso exigirá menos carga cognitiva para processar as informações. Imagine um estudante de biologia que possa ver um esqueleto tridimensional à sua frente no formato 3D. Os alunos podem usar óculos para vê-lo e experimentá-lo. Toda a estrutura dos ossos pode ser facilmente aprendida rapidamente, usando RV. As ferramentas de RV são capazes de projetar algo abstrato ou difícil de entender a partir de um diagrama plano e torná-lo real - seja um modelo 3D do sistema Solar, uma forma geométrica completa com fórmulas e explicações ou um esquema do sistema nervoso humano. Para ter uma ideia de como a RV facilitará o aprendizado, decidi dar uma olhada em alguns dos exemplos mais notáveis ​​de como a realidade virtual já está sendo usada por escolas e instituições de ensino em todo o mundo: Visitas de campos virtuais: Muitas escolas começaram a usar o Google Expeditions para transportar estudantes para partes distantes e até inacessíveis do planeta; Imersão na linguagem: Uma das melhores maneiras de aprender um novo idioma é por imersão total, pois isso exige que os alunos escutem e falem o idioma que estão aprendendo o dia todo, todos os dias.; Treinamento de habilidades: As simulações de realidade virtual também podem ajudar os alunos a aprender habilidades práticas, e um dos maiores benefícios para treinar pessoas dessa maneira é que os alunos podem aprender com cenários realistas sem o risco de praticar uma habilidade desconhecida em uma situação descontrolada da vida real; Teorias filosóficas: Mesmo teorias filosóficas podem ser trazidas à vida com realidade virtual. A Escola Sevenoaks, no Reino Unido, começou recentemente a usar fones de ouvido RV em suas aulas de filosofia como uma maneira de apresentar aos alunos o argumento dos sonhos do filósofo francês Rene Descartes; Arquitetura e design: O hardware Oculus Rift possibilita aos arquitetos levar modelos 3D gerados por computador e colocar visualizadores nesses modelos 3D para dar vida aos seus planos. Encerro com uma reflexão: A próxima grande novidade da educação não depende mais somente da tecnologia, mas da decisão do educador de avançar e adotar essas tecnologias dentro da sala de aula. O objetivo global deve ser tornar o conhecimento disponível, acessível e aplicável para todos no planeta. #educar #metodologiasativas #starteducacao #tendênciaeducacional #usodetecnologia #tendência2024 #trendeducation ____________________________ Compartilhe conhecimento nas suas redes sociais:

  • Tutoria na Planificação: o que é, tipos e exemplos

    Tutoria é a ação de fornecer suporte de forma personalizada para uma pessoa ou grupo de pessoas. Ocorre por meio do apoio de um profissional/professor experiente. Essa pessoa, que exerce a função de tutor, dedica-se a melhorar a experiência e a qualidade do aprendizado. A tutoria não surgiu na Planificação em Saúde, mas a metodologia da planificação utiliza essa tecnologia educacional para apoio aos profissionais e equipes de saúde para a organização dos processos de trabalho nas unidades de saúde. Neste post vamos explorar o conceito, discutir diferentes tipos de tutoria na Planificação da Atenção à Saúde e fornecer exemplos práticos. Seção 1: O Que é Tutoria na Planificação Seção 2: Tipos de Tutoria na Planificação Seção 3: Exemplos Práticos de Tutoria na Planificação Seção 4: Como Encontrar um Tutor de Planificação Seção 1: O Que é Tutoria na Planificação Tutoria é a ação de fornecer suporte de forma personalizada para uma pessoa ou grupo de pessoas. Ocorre por meio do apoio de um profissional/professor experiente. A metodologia da planificação utiliza essa tecnologia educacional para apoio aos profissionais e equipes de saúde para a organização dos processos de trabalho nas unidades de saúde Planificação da Atenção à Saúde (PAS) é uma estratégia de gestão, planejamento e organização tanto da Atenção Hospitalar (AH), quanto Atenção Primária à Saúde (APS)e Atenção Ambulatorial Especializada (AAE). Atualmente, a implantação da PAS no Brasil ocorre por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), e está presente em: + de 20 unidades federativas 56 regiões de saúde 384 municípios brasileiros As instituições privadas que tem parceira pública através do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e o Ministério da Saúde (Proadi-SUS) são: Hospital Israelita Albert Einstein - PlanificaSUS Beneficência Portuguesa de São Paulo Umane Além disso, existem iniciativas de secretarias estaduais de saúde que conduzem de forma independente a implantação da PAS em seus territórios, como os casos de Minas Gerais e Paraná. Mas o que tem a ver "tutoria" com "planificação"? A PAS apresenta um modelo lógico para sua implantação, que, em nível de serviços de saúde, ocorre por meio da tutoria. Os tutores são figuras-chave para apoiar as equipes de saúde na implantação ou redesenho de processos. Segundo Mendes (2019), os tutores devem ter domínio sobre os processos que serão implantados e ter experiência de "chão de fábrica”, liderança de equipe e assistência aos pacientes e usuários. O papel do tutor não é gerencial ou de fiscalização, mas sim de um apoio técnico operacional e educacional às equipes de saúde. Em resumo, a PAS utiliza as tutorias de forma presencial e a distânci. Nos serviços públicos utiliza-se dos espaços para a educação permanente. E além da própria Metodologia da Planificação da Atenção à Saúde, tem como referencial teórico o Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC), o modelo de melhoria contínua, o gerenciamento de processos e a educação tutorial. Saiba Mais: Acesse o livro do CONASS Documenta: Planificação da Atenção à Saúde Seção 2: Tipos de Tutoria na Planificação A implantação das melhorias proposta pela PAS implica na utilização de diferentes tipos de tutoria enquanto estratégia educacional. Oficinas tutoriais Facilitação de workshop e cursos curtos Momentos de dispersão Liderar agendas de educação permanente em saúde Oficinas Tutoriais São realizadas em campo, nas unidades de saúde. Pode alternar entre momentos presenciais e de dispersão (acompanhamento à distância), estes com tarefas bem definidas a serem executadas. Dispersão é o período em que as equipes de saúde trabalham nas melhorias do serviço sem a presença do tutor. Facilitação de Workshop e cursos curtos São momentos de desenvolvimento teórico conceitual com todos os profissionais da unidade de saúde (recepcionistas, agentes comunitários de saúde, enfermeiros, médicos, odontólogos, maqueiros, porteiros, técnicos de enfermagem, ou seja, todos os profissionais). Tem por objetivo principal alinhar conceitos e promover reflexões acerca dos processos que serão organizados na tutoria. Momentos dispersão Desenvolvimento das atividades à distância, devendo o tutor manter contato com os profissionais dos serviços durante todo o período de dispersão. Nesse tipo, as equipes acompanhadas pelos tutores realizam as atividades alinhadas anteriormente com o tutor. Liderar agendas de educação permanente em saúde O tutor é um educador na área da saúde. Manter-se atualizado na prática dos processos que estão sendo organizados é uma atitude importante para um tutor da planificação. Liderar e estimular as agendas de educação permanente, como por exemplo, cursos de atualização para a planificação, também é um tipo de tutoria Saiba Mais: Conheça o curso gratuito de Atualização em Tutoria na Planificação à Saúde produzido pelo PlanificaSUS Seção 3: Exemplos Práticos de Tutoria na Planificação Após 10 anos de iniciativas de Planificação da Atenção à Saúde em mais de 20 UFs brasileiras, existem muitos exemplos exitosos de municípios que se beneficiaram e melhoraram seus processos de trabalho através da tutoria nos serviços de saúde da rede. Exemplos: Supervisão in loco utilizando o diálogo e ferramentas de melhoria para acompanhar as atividades de acordo com às normas e recomendações vigentes; Acompanhar as melhorias do registro no prontuário e nos sistemas de informação, identificando inconformidades e propondo as ações corretivas; Avaliar as inconformidades identificadas, analisar os seus fatores causais, priorização e elaboração de um plano de ação, seguindos os passos do ciclo do Planejar-Fazer- Estudar-Agir (PDSA). Saiba Mais: Leia os Relatos de Experiências de diversos Estados e municípios que estão aplicando a metodologia da planificação para aperfeiçoar seus processos de trabalho na saúde Seção 4: Como Encontrar um Tutor de Planificação Como já dito, os tutores são profissionais de saúde do próprio serviço, servidores ou pessoas contratadas. Pessoas em que é perceptível algumas características: Desenvoltura para facilitar a construção de novos conhecimentos; Conhecer a metodologia da planificação e ter domínio sobre os processos do serviço de saúde; Ter atitude crítica e criativa no desenvolvimento de suas atribuições; Estimular a resolução de problemas; Possuir capacidade de inovação; Estabelecer relações empáticas com seus interlocutores; Apresentar atitude pesquisadora; Ser capaz de abrir caminhos para a expressão e a comunicação; Ser hábil na mediação de uma aprendizagem dinâmica e ativa. Para os gestores de saúde comprometidos em melhorar a qualidade dos serviços oferecidos em seus estados, municípios e unidades de saúde, a chave para alcançar um patamar elevado na planificação da saúde é o desenvolvimento e treinamento da sua equipe. Pois é justamente a equipe técnica e os tutores que farão a "roda da planificação" girar. Imagine a transformação que uma consultoria especializada em desenvolvimento e treinamento na temática da planificação pode proporcionar! Essa solução não apenas oferece uma abordagem direcionada para superar desafios da Educação Permanente da sua equipe, mas também oferecer apoio no planejamento e execução do seu plano de desenvolver sua equipe para colocar em prática a metodologia da planificação. Imagine ter acesso a um arsenal de conhecimento e práticas de vanguarda, adaptados especificamente para as demandas únicas de sua região. Isso não é apenas vantajoso, é o combustível para uma revolução na qualidade dos cuidados de saúde. A consultoria em educação na saúde oferece um mapa claro, orientado por especialistas, para a implementação de estratégias eficazes. Além disso, a consultoria para o Planejamento da Educação Permanente fornece um suporte sólido, não apenas para enfrentar os desafios atuais, mas também para antecipar e prevenir obstáculos futuros. É a hora de trilhar o caminho do sucesso na planificação da saúde. Seja a(o ) líder que não apenas sonha com a mudança, mas com a realização. Conquiste resultados impactantes, otimize recursos e proporcione o melhor atendimento possível à comunidade. Juntos, vamos moldar um futuro de saúde mais brilhante e acessível para todos. Referências: Mendes, EV. A construção social da atenção primária à saúde [Internet]. Brasíla, DF: Conselho Nacional de Secretários de Saúde; 2019. Disponível em: https://www.conass.org.br/biblioteca/a-construcao-social-da-atencao-primaria-a-saude-2a-edicao/ Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. PlanificaSUS: Guia para desenvolvimento do tutor - Etapa 4 - Gestão do Cuidado / Hospital Israelita Albert Einstein: Diretoria de Atenção Primária e Redes Assistenciais: São Paulo. Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://planificasus.com.br/arquivo-download.php?hash=8e6b6adfa0249efe306969b84ac1405a00683c38&t=1660926227&type=biblioteca

  • Harvard e MIT vendem plataforma de cursos MOOC edX

    De Harvard à MIT, confira os detalhes na negociação e os melhores cursos online gratuitos na área da educação através de uma curadoria pessoal de dentro da edX. Compartilho com você 10 cursos online gratuitos “fora da caixa” e criativos. As sugestões estão ao final do texto. #educaçãoaberta #educação #ead #activelearning #tecnologiaeducacional Como estratégia para fortalecer a missão de combater a desigualdade educacional, a Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) venderam a plataforma edX por $800 milhões para a companhia de tecnologia educacional 2U. A aquisição dará capacidade para a plataforma alcançar mais de 50 milhões de alunos em todo o mundo. No fim do mês de junho (29), o editorial Harvard Gazette anunciou que a 2U planeja operar a edX como uma entidade de benefício público, o que significa que, além de criar valor para os acionistas, a edX também fornecerá um benefício público específico - neste caso, cursos online, alguns dos quais são ofertados no formato de aluno ouvinte de forma gratuita. A plataforma edX é um site que tem objetivo de tornar mais acessíveis os cursos de instituições de ensino superior do mundo todo, conhecidos também como MOOC. Atualmente, ela contém milhares de cursos que podem ser assistido online por qualquer pessoa. Curso Online Aberto e Massivo, do inglês Massive Open Online Course (MOOC) é um tipo de curso aberto oferecido por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, e que utilizam Recursos Educacionais Abertos (REA) nas suas aulas, que visam oferecer para um grande número de alunos a oportunidade de ampliar seus conhecimentos. O MOOC é um desenvolvimento recente na área de educação a distância, e uma progressão dos ideais de educação aberta. De Harvard à Oxford, confira os melhores cursos online gratuitos na área da educação através de uma curadoria pessoal de dentro da edX. Compartilho com você 10 cursos online gratuitos “fora da caixa” e criativos. As sugestões estão ao final do texto. EdX após a venda A transação ainda não está totalmente concluída e deve ser finalizada em 120 dias. HarvardX (MOOC Harvard) permanecerá parte de Harvard, e a instituição continuará a produzir cursos que podem ser oferecidos por meio do edX. O reitor da Universidade de Harvard, Alan M. Garber observou que, durante a pandemia, grande parte do ensino em Harvard foi conduzido remotamente. E ele disse suspeitar que: “as atividades de ensino online continuarão com um entusiasmo ainda maior no futuro” Garber apontou que globalmente, “a pandemia aumentou muito a demanda por cursos online. Isso não significa que tudo estará online para todos”. Ele faz parte do grupo que acredita que a forma mais eficaz de aprendizagem para muitos alunos será uma combinação de excelentes cursos online com instrução presencial complementar. Ele acrescentou que a 2U tem os recursos para cumprir a missão da edX de incluir acesso a cursos gratuitos e de baixo custo para diversos alunos com inovação contínua e em uma escala maior do que é facilmente alcançável para uma organização sem fins lucrativos. Com o enorme aumento na demanda e as inovações contínuas na oferta de educação online somente com grandes investimentos de capital seria possível manter a excelência do edX, continuou Garber. Em uma avaliação compartilhada na Harvard Gazette , ele disse que a edX corria o risco de ficar para trás, pois os provedores de educação online com fins lucrativos investem em novas plataformas e cursos. Em uma declaração conjunta, o presidente de Harvard, Lawrence S. Bacow, e o presidente do MIT, Rafael Reif, disseram: “Nossas universidades fundaram a edX há quase dez anos para aumentar as aspirações de educação online e tornar os cursos universitários acessíveis a alunos em todo o mundo.” E afirmaram que a negociação levará adiante a missão originadora do projeto para uma escala totalmente nova, conectando muito mais alunos com uma gama mais ampla de opções de alta qualidade para conteúdo, credenciais e diplomas. Reiteraram que com a educação online mudando rapidamente, este é o momento certo para este salto de evolução para edX. Assim, “ao mesmo tempo, a organização sem fins lucrativos que emerge dessa transação permitirá que nós e nossos parceiros apoiem a inovação que aprimora o aprendizado para todos e, esperamos, desempenhar um papel catalítico para preencher a lacuna de aprendizado que existe para muitos no mundo”. Sobre a edX Em 2012, enquanto a Internet possibilitava inovação em escala em uma vasta gama de setores, o ensino superior alcançava apenas uma pequena fração das mentes curiosas do mundo. Uma tarde, em um laboratório do MIT, o professor Anant Agarwal e seus colegas do MIT e de Harvard esboçaram um experimento de longo alcance: uma plataforma que ofereceria seus cursos online, gratuito, com REA a qualquer pessoa à altura do desafio. Três compromissos com o mundo têm fundamentado o edX desde o primeiro dia: Aumentar o acesso à educação de alta qualidade para todos, em qualquer lugar; Aprimorar o ensino e a aprendizagem no presencial e online; Ensino e aprendizagem avançadas por meio da pesquisa. A Educação Aberta defende que todos os indivíduos têm o potencial de criar mudanças, seja em sua vida, em sua comunidade ou no mundo. O poder transformador da educação é o que desbloqueia esse potencial. No entanto, o acesso à educação de alta qualidade tem sido um privilégio de poucos. Grandes universidade do mundo se conectaram para mudar o que era “para alguns” e tornar “para todos”. Ao abrir a sala de aula por meio do aprendizado online, o edX capacita milhões de alunos a liberarem seu potencial e se tornarem agentes de mudança. Hoje , as parcerias da plataforma incluem aulas de universidade como Berkeley of California, The University of Texas System, Boston e Maryland. Essas são algumas entre as mais de 160 universidades membro. Curadoria da autora (para você ;) Segue uma lista caprichada para você aproveitar o que há de mais criativo e inovador na área da educação dentre os cursos da edX: Líderes de Aprendizagem - Harvard University Pensamento Criativo - Pontificia Universidad Javeriana da Colombia Storytelling para mudança social - University of Michigan O que funciona na educação: políticas de educação baseadas em evidências - Inter-American Development Bank (BID) Introdução às tecnologias para educação - Universitat Politècnica de València, Espanha Planejamento didático por competências - Universidad Anáhuac, México Métodos de pesquisa qualitativa: codificação e análise de dados -Massachusetts Institute of Technology (MIT) Design Thinking para Liderar e Aprender - Massachusetts Institute of Technology (MIT) Usando e-mail para network em inglês - University of Washington Introdução à Educação Aberta - University of Texas Arlington Comente aqui também algum curso MOOC "fora da caixa" que você conheça ; )

  • Estudo em Harvard defende esforço pela aprendizagem ativa

    Estudo questiona aula expositiva e revela que estudantes e professores preferem estratégias de aprendizagem que demandam menos esforço como aulas tradicionais, ao medir aprendizagem real x sentimento de aprendizagem. Apesar do aprendizado ativo ser reconhecido como um método superior de ensino-aprendizagem a ser usado nas salas de aula, a maioria dos professores de curso introdutório de física da Universidade de Harvard ainda escolhem métodos tradicionais de ensino, de acordo com pesquisadores de um estudo recentemente publicado no períodico Proceedings of the National Academy of Sciences. Ao comparar aulas passivas com aprendizado ativo através de uma abordagem experimental aleatória e materiais idênticos, descobriu-se que os alunos em sala de aula ativa aprendem mais, mas sentem que aprendem menos. O estudo mostra que essa correlação negativa é causada em parte pelo aumento do esforço cognitivo necessário durante o aprendizado ativo. Os pesquisadores dividiram o curso introdutório de física em dois grandes grupos. Ambos os grupos receberam conteúdo e apostilas idênticos, os alunos foram designados aleatoriamente e os professores não fizeram nenhum esforço para convencer os alunos dos benefícios de qualquer um dos métodos. Nas primeiras 11 semanas do curso de 15 semanas, os professores usaram principalmente aulas expositivas em ambos os grupos. A partir da 12ª semana, no entanto, os professores do primeiro grupo continuaram com esse método, enquanto os do segundo grupo mudaram para uma abordagem ativa e centrada no aluno, caminhando pela sala fazendo perguntas e orientando grupos que precisavam de ajuda. No primeiro grupo, o professor usou slides, explicou conceitos e resolveu problemas em uma lousa enquanto os alunos ouviam. No segundo grupo, o professor começou a aula com os mesmos slides e explicações, mas, em vez de orientar os alunos sobre um problema, eles eram estimulados a trabalhar em pequenos grupos para descobrir as soluções. No final de cada aula, os alunos respondiam um teste de múltipla escolha para verificar a compreensão do material e avaliar seus sentimentos sobre o aprendizado. Eles tinham que considerar respostas como “gostei desta aula expositiva” e “sinto que aprendi muito com essa aula expositiva”. Os alunos nas salas de aula ativas aprenderam mais (como era esperado com base em pesquisas anteriores), mas sua percepção de aprendizagem, embora positiva, foi menor do que a de seus colegas em ambientes passivos. Isso sugere que tentativas de avaliar a instrução com base nas percepções de aprendizagem dos alunos poderiam, inadvertidamente, promover métodos pedagógicos inferiores (passivos), afirmam os pesquisadores. Mais importante ainda, esses resultados sugerem que, quando os alunos experimentam o aumento do esforço cognitivo associado ao aprendizado ativo, inicialmente realizam esse esforço para significar um aprendizado mais ruim. Essa desconexão pode ter um efeito prejudicial na motivação, no envolvimento e na capacidade dos alunos de auto-regular sua própria aprendizagem. A pesquisa também mostra que estratégias ativas de ensino aumentam a participação em palestras, o envolvimento e a aquisição de atitudes de especialistas em relação à disciplina, mas apesar desta evidência esmagadora, a maioria dos professores ainda utilizam métodos tradicionais, pelo menos em cursos universitários de grande número de alunos por disciplina. Por que esses métodos inferiores de instrução persistem? Os instrutores citam muitos obstáculos que os impedem de adotar estratégias ativas de ensino, como tempo insuficiente, recursos limitados, falta de suporte departamental, preocupações com a cobertura do conteúdo e preocupações com as avaliações do ensino. Eles também percebem que os estudantes resistem a estratégias de ensino ativas e preferem métodos tradicionais. De fato, um terço dos professores que tentam ensinar ativamente acaba revertendo para palestras passivas, muitos citando as queixas dos alunos como o motivo. Os professores relataram que os alunos não gostam de ser forçados a interagir uns com os outros e ressentem-se do aumento da responsabilidade por seu próprio aprendizado. Esses achados são consistentes com as observações de que os alunos "novatos" em um assunto são maus juízes de sua própria competência, e a fluência cognitiva das palestras pode ser enganosa. Essas percepções errôneas devem ser entendidas e abordadas para que as estratégias instrucionais ativas baseadas na pesquisa sejam mais eficazes e se espalhem. Segundo a pesquisa, a literatura mais recente mostra que, se os professores explicarem e destacarem os benefícios da aprendizagem ativa, as atitudes dos alunos em relação a ela poderão melhorar ao longo de um semestre. Embora o estudo tenha se concentrado em estudantes universitários, aqui mais algumas dicas que beneficiam alunos de todos os níveis: Incentive os alunos a ver o esforço como algo produtivo - se sentir à vontade em se esforçar e considerá-lo uma parte necessária do aprendizado ajuda a resolver problemas desafiadores; Ajude o aluno a desenvolver habilidades metacognitivas - pergunte “Alguma coisa confusa ou difícil?”, esse tipo de abordagem pode diminuir a disparidade entre o aprendizado real e o percebido. * Publicado originalmente em PNAS.org e traduzido para fins de divulgação científica livre #radarcientífico #ensinocientifico #ensinodegraduação #ensinobaseadoemevidência #construtivismo ____________________________ Compartilhe conhecimento nas suas redes sociais:

  • Quais são os tipos de avaliação escolar

    Avaliação é um dos temas mais caros para quem trabalha com educação. Longe de ser apenas um detalhe do nosso trabalho ou um subproduto do mesmo, a própria palavra “avaliação” se relaciona ao nosso movimento de “dar valor a algo”. Nesse sentido, quando pensamos e decidimos o que iremos avaliar ou como faremos isso, essa é necessariamente uma decisão da maior responsabilidade (e que, também por isso, envolve uma grande tensão). Afinal, o que está em jogo é, justamente, isto: o que estamos valorizando? Se quando você pensa em avaliação escolar, a primeira coisa que vem à mente é a tradicional prova escrita... ligue o alerta, pois sua instituição de ensino pode estar atrasada. Apesar de ainda ser um método relevante para testar o desempenho dos estudantes, os exames escritos não devem ser os únicos recursos utilizados nas instituições de ensino para avaliação da aprendizagem. Quando a avaliação pode ser realizada? Basicamente, podemos dizer que as avaliações podem ocorrer no início, no meio ou no fim, e que essas possibilidades costumam se ligar a diferentes funções que essas avaliações vão desempenhar na avaliação do estudante. Para esclarecer essa relação entre os diferentes momentos nos quais a avaliação pode ser realizada e as diversas funções que ela pode exercer, vamos retomar uma classificação de Bloom et. All (1971) que diferencia as avaliações como mostraremos a seguir. TIPOS DE AVALIAÇÃO ESCOLAR PARA APLICAR NO DIA A DIA As avaliações diagnósticas, formativas, comparativas e somativas estão entre as principais modalidade de avaliação escolar. Em alguns casos, esses tipos de avaliação podem lançar mão dos mesmos instrumentos de aplicação, mas é fundamental observar que as intencionalidades de cada uma se diferem. Conheça a seguir os exemplos de cada um dos tipos de avaliação e suas possibilidades de uso para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem: Avaliações Diagnósticas Avaliações Formativas Avaliações Somativas Avaliações Comparativas AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA Realizadas para diagnosticar os pontos fracos e fortes do aluno na área de conhecimento em que se desenvolverá o processo de ensino-aprendizagem, e em geral precedem o início do curso propriamente dito, a fim de verificar se a “fundação da casa” está boa o suficiente para que se erga sobre ela alguma “construção”. – ou seja, busca-se através desse tipo de avaliação verificar se os estudantes ingressantes dominam todos os pré-requisitos que seriam necessários para a sua progressão posterior no curso. Diagnóstica – Investigativa, previsão, o perfil do aluno e tendências na aprendizagem Nesse tipo de avaliação, é comum ainda que se busque um panorama mais amplo da turma, mais do que exatamente o rendimento de cada estudante em particular. As avaliações diagnósticas podem ser realizadas por meio de: Provas ou testes escritos; Provas ou testes orais; Simulados; Avaliações on-line; Perguntas e questionários. AVALIAÇÃO FORMATIVA As avaliações formativas geralmente são realizadas durante todo o processo de ensino-aprendizagem, de fato acompanhando e impulsionando o progresso do estudante no curso, e ainda fornecendo dados para os professores responsáveis irem fazendo ajustes e atualizações que se mostrem eventualmente necessárias. Ela detecta lacunas e proporciona solução para o enfrentamento dos obstáculos, sendo necessário ocorrer de forma contínua e não pontual. Contínua ou Formativa – diagnóstica diária, o observa comportamento diante do processo Utiliza o feedback mais ágil como principal componente do processo. De modo que possa interferir sobre o próprio processo de aprendizagem de determinados conteúdos, e não só sobre o produto final mais ou menos bem-sucedido dos estudos. Dentre os principais instrumentos desse tipo de avaliação, podemos destacar: Produções orais; Questionários; Listas de exercícios; Seminários; Autoavaliação; Portfólios Reflexivos Observação de desempenho; Estudos de caso; Produções audiovisuais; Avaliações online; Produções coletivas e individuais de trabalhos e pesquisas. AVALIAÇÃO SOMATIVA Foca mais no resultado final do que a trajetória percorrida pelo estudante durante a aquisição dos conhecimentos e habilidades. Desta forma, não seria possível detectar e oferecer, em tempo adequado, soluções para corrigir eventuais dificuldades. Servem, via de regra, para classificar se o estudante "passou" ou não, e ainda atribuir a ele uma nota específica que pretende servir de indicação oficial a respeito do desempenho do mesmo. Final ou Somativa – os resultados, onde nós erramos, o que precisamos mudar para melhorar a qualidade Essa função somativa ou classificatória continua a existir mesmo nos cursos que experimentam novas práticas e reforçam outras funções para as suas avaliações, já que estamos todos inseridos num sistema maior de educação que exigirá notas individuais para certificar os estudantes. Nesse sentido, é interessante mantermos em mente não necessariamente uma intenção de extinguir esse tipo de avaliação, mas um esforço consciente de fazer com que as avaliações propostas com essa função reúnam também funções formativas, de modo a integrar e valorizar oficialmente as inovações educacionais mais avançadas que temos procurado de fato implementar. Dentre os instrumentos mais comuns para quantificar e categorizar os resultados da avaliação somativa, estão: Exames avaliativos escritos ao final de um período escolar; Junção de uma ou mais atividades trabalhadas pelo professor; Atividade de múltipla escolha; Atividade de resposta construída. AVALIAÇÕES COMPARATIVAS Como o próprio nome já diz, a avaliação comparativa vai entender o aproveitamento de um aluno, comparando um período com outro. E esse tempo a ser avaliado e comparado pode ser definido pelos profissionais da educação. Pode ser, por exemplo, o começo de uma aula e seu fim, ou um semestre com outro, um ano com outro. Se o período de comparação for menor, fica mais fácil acompanhar os resultados de perto. É uma forma de comparar o aprendizado que o aluno tinha antes com o que ele adquiriu após o período pré-definido. Ao contrário da avaliação diagnóstica, por exemplo, aqui o desejado é que o aluno apresente domínio do conteúdo. Aplicada durante ou depois de uma aula, ela pode acontecer por meio de: Testes rápidos e/ou trabalhos simples durante ou ao final das aulas; Resumos dos conteúdos trabalhados; Observação de desempenho; Relatórios; Atividades para casa; Autoavaliação; Avaliações entre pares. AVALIAÇÃO NAS METODOLOGIAS ATIVAS A avaliação é outro momento especial na aprendizagem ativa. Fugindo do lugar comum de premiar ou punir o estudante, reprová-lo ou aprová-lo, através de alguns testes, meras verificações do condicionamento produzido pelo processo educacional (...o aluno será capaz de...), a avaliação nas metodologias ativas é contínua, constante, diagnóstica. Visa, a cada momento, detectar falhas (não compreensão de conceitos, aprofundamento insuficiente do raciocínio dedutivo ou indutivo na discussão de problemas, falhas no interesse e participação, etc.) de modo que sejam prontamente corrigidas. Utilizando-se desde reforço imediato dos conteúdos insatisfatórios, ajustes na programação e na trajetória para os objetivos, chegando até à assistência psicológica individual daqueles que não estejam lidando adequadamente com o desenrolar do processo. As falhas não devem ser pesquisadas apenas no final de períodos, quando se encontram acumuladas. As seguinte Metodologias Ativas também são consideradas como instrumentos de avaliação, tendo em vista a riqueza de possibilidades de colaboração, envolvimento e protagonismo dos estudantes: Memorial Crítico Metodologias da Problematização PBL – Aprendizagem Baseada em Problemas ou Problem-Based Learning SAI - Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom Método CAV - Ciclo de Aprendizagem Vivencial Aprendi com Cristiane Brasileiro e Enilton Rocha ★ Fontes: ANJOS, Rosana Abutakka Vasconcelos dos; ALONSO, Kátia Morosov; MACIEL, Cristiano. Avaliação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem: análise de alguns instrumentos e modelos constituídos. In:Informática na Educação: teoria & prática, Porto Alegre, v. 19, n. 2, p. 93-105, jun./set. 2016. BLOOM, B. S.; HASTINGS, J. T. e MADAUS, G. Handbook on Formative and Summative Evaluation of Student Learning. New York: McGraw Hill Co. 1971. BRASILEIRO, Cristiane. Aula 5: Avaliação em EaD: um desafio para todos nós. Curso de Pós Graduação em Planejamento, Implementação e Gestão de EAD – Módulo II. Instituto de Matemática, Universidade Federal Fluminense, 2012. GUSSO, Sandra de Fátima Krüger. O Tutor-Professor e a Avaliação da Aprendizagem no Ensino a Distância. In: Ensaios Pedagógicos: Revista Eletrônica do Curso de Pedagogia das Faculdades OPET.Número 2, Novembro de 2009, pp. 53-68. Compartilhe se fez sentido para você!

  • 5 princípios básicos da Aprendizagem Autodirigida

    Na Aprendizagem Autodirigida (em inglês Self-Directed Learning), o indivíduo toma a iniciativa e a responsabilidade pelo que ocorre. Os indivíduos selecionam, gerenciam e avaliam suas próprias atividades de aprendizagem, que podem ser realizadas a qualquer momento, em qualquer lugar, por qualquer meio, em qualquer idade. A suposição básica da aprendizagem autodirigida é que desde o nascimento até a morte vivemos experiências de aprendizado - aprendendo a funcionar, depois viver bem e finalmente fazer a diferença. A aprendizagem é um processo natural delineado tanto pela história de nossa espécie quanto pela nossa história como indivíduos. Nosso sucesso depende do alcance, profundidade e qualidade do aprendizado que alcançamos. Cada um de nós exibe e desenvolve essas capacidades naturais de forma individual de acordo com os talentos que nos são dotados, as experiências que encontramos, os pontos fortes que descobrimos, os interesses que passam a nos direcionar e motivar e os padrões de aprendizagem que desenvolvemos. Em qualquer projeto de ensino/treinamento, os facilitadores ou professores podem trabalhar em direção a aprendizagem autodirigida uma etapa de cada vez. O plano de aula pode enfatizar habilidades, processos e sistemas de autodireção em vez de cobertura de conteúdo e testes. Para o indivíduo, a autodireção no aprender envolve iniciar atividades de desafio pessoal e desenvolver as qualidades pessoais para persegui-las com sucesso. 5 princípios básicos da Aprendizagem Autodirigida 1. Controlar o máximo possível a sua experiência de aprendizagem A principal mudança de aprendizagem dirigida pelo professor (em inglês, Teacher-Directed Learning) para aprendizagem autodirigida é uma mudança no locus de controle do professor para o aluno. Para o aluno, isso representa uma mudança do controle externo para o controle interno. Essa mudança reflete a grande mudança em curso na vida dos adolescentes por exemplo, à medida que eles começam a se estabelecer como indivíduos separados de suas dependências da infância. Durante esses anos, eles começam a moldar suas próprias opiniões e ideias, tomar suas próprias decisões, escolher suas próprias atividades, assumir mais responsabilidades e começar a trabalhar. Encarregar os alunos da tarefa de desenvolver a sua própria aprendizagem, faz com que se voltem para os seus próprios recursos, o que desenvolve a sua individualidade emergente e os ajuda a ensaiar papéis mais adultos. À medida que se tornam mais autodirigidos, 2. O desenvolvimento de habilidades O controle interior não tem objetivo, a menos que os alunos aprendam a se concentrar e aplicar seus talentos e energias intensamente. Por isso, a ênfase na aprendizagem autodirigida está no desenvolvimento de habilidades e processos que levam a atividade produtiva. Os alunos aprendem a alcançar os resultados do curso/treinamento, a pensar de forma independente e a planejar e executar suas próprias atividades. Esses processos, e as habilidades neles envolvidas, confluem nas propostas de estudo e ação dos alunos. Eles os preparam e depois os negociam com seus professores, muitas vezes na forma de acordos escritos, que se tornam registros dos contratos que negociam. A intenção é fornecer uma estrutura que permita aos alunos identificar seus interesses e equipá-los para realizá-los com sucesso. 3. Aprender a desafiar-se para o seu melhor desempenho possível A autodireção está adormecida sem desafio. Primeiro os facilitadores/professores desafiam os alunos e depois os desafiam a se desafiarem. O desafio envolve alcançar um novo nível de desempenho em um campo familiar ou lançar uma aventura em um novo campo de interesse. Significa estabelecer o padrão de realização um degrau acima do que se pode alcançar prontamente. Desafiar-se significa correr o risco de ir além do fácil e familiar. Para aqueles que desejam, significa buscar regularmente performances que exijam deles o melhor que eles têm a oferecer. O desafio é ir longe e fundo: é o desafio da jornada do herói. 4. Autogestão, a gestão de si e dos seus empreendimentos de aprendizagem Na aprendizagem autodirigida, escolhas e liberdades são acompanhadas de autocontrole e responsabilidades. Os alunos aprendem a expressar o autocontrole procurando e se comprometendo com os principais interesses e aspirações pessoais. Nesse processo, eles determinam não apenas o que farão, mas o tipo de profissional/pessoa que se tornarão. Aprendizagem autodirigida requer confiança, coragem e determinação para energizar o esforço envolvido. Os alunos desenvolvem esses atributos à medida que se tornam habilidosos no gerenciamento de seu próprio tempo, esforço e recursos de que precisam para realizar seu trabalho. Mesmo esforços bem organizados encalham. Diante dos obstáculos, os alunos aprendem a enfrentar suas dificuldades, encontrar alternativas e soluções criativas para seus problemas a fim de manter a produtividade efetiva. 5. Motivar-se e avaliar seus próprios esforços Muitos princípios de motivação são incorporados ao projeto de aprendizagem autodirigida, como a busca de objetivos próprios de alto interesse. Quando os alunos adotam esses princípios, eles se tornam os principais elementos da automotivação. Ao estabelecer metas importantes para si mesmos, providenciar feedback sobre seu trabalho e alcançar o sucesso, por exemplo, eles aprendem a inspirar seus próprios esforços. Da mesma forma, os alunos aprendem a avaliar seu próprio progresso. Eles planejam o método pelo qual seu trabalho será avaliado e geralmente negociam os termos com os professores. Dada essa definição de educação, a educação autodirigida é a educação que deriva das atividades auto-escolhidas e das experiências de vida do aluno, sejam essas atividades escolhidas ou não deliberadamente para fins de educação. A educação é um processo experiencial de toda a pessoa, de toda a vida. Esses termos são frequentemente citados nas propostas de aprendizagem que os alunos apresentam. Como a responsabilidade de provar que atingiram seus objetivos é dos alunos, eles reúnem suas provas e/ou produtos em um portfólio, que se torna o foco da avaliação. Assim como a automotivação energiza os alunos para produzir as realizações que são avaliadas, a autoavaliação motiva os alunos a buscar a melhor realização possível. Separei alguns sites para você que deseja direcionar seus estudos para aprofundar o assunto: Self-Directed Learning foi um site desenvolvido para pais e filhos interessados em uma alternativa à educação formal. A Alliance for Self-Directed Education (ASDE) é uma organização sem fins lucrativos dedicada a aumentar a acessibilidade e a conscientização da Educação Autodirigida como uma forma de viver e aprender e conectar as comunidades e vozes do movimento. Alex Bretas é uma das principais referências em aprendizado autodirigido no Brasil. Foi em um material dele que li e me encantei pela primeira vez com a autodireção no estudo. Assista gratuitamente seu documentário AUTODIREÇÃO - A Revolução no Aprendizado.

bottom of page